A Renault já terá quebrado a barreira dos 1000 cavalos-vapor de potência na sua unidade motriz, e não foi agora em Monza. Quem o diz é Cyril Abiteboul, chefe de equipa. Já no passado mês, o responsável máximo do departamento de motores da Renault, Remi Taffin, disse algo semelhante, afirmação que foi, na altura, ridicularizada por Max Verstappen, agora piloto da Red Bull-Honda: “Bem, se dizem ter 1000 cv de potência, têm mesmo um carro muito mau”, disse na altura o holandês, mas depois do quarto e quinto lugares da Renault em Monza, e do seu andamento em pista, Abiteboul disse à Auto Hebdo: “A resposta está na potência e resistência. Temos um motor potente, não há dúvida. Nós já excedemos os 1000 cv cavalos em corrida há vários Grandes Prémios. Sabemos que alguns são céticos e fazem piadas sobre isso, mas há medidas e dados de GPS, e é mesmo uma realidade. Mas não podemos ainda explorar essa potência como gostaríamos, por causa dos riscos no motor. Quando olhamos para o nosso nível em Montreal, Spa e Monza, não pode haver nenhuma crítica. Continuamos a ser criticados quanto à fiabilidade, mas a realidade é que nos começámos apenas a reorganizar em Viry (ndr, onde se ‘fazem’ os motores) em 2016 e três anos depois, temos um motor de alto nível”, disse Abiteboul.
Agora, o próximo objetivo da Renault passa por melhorar a fiabilidade do conjunto e especialmente o chassis feito em Enstone: “Gostaríamos de já ter um nível melhor, mas a inércia necessária desse lado significa que vai demorar um pouco mais”, concluiu Abiteboul.










