A Aston Martin vive um arranque difícil na temporada de 2026 da Fórmula 1, numa temporada em que se esperava mais da estrutura britânica. Apesar das dificuldades, a equipa mantém uma postura de calma e acredita que já está a trabalhar na direção certa para a recuperação.
O início de época tem sido marcado por problemas de fiabilidade e desempenho, com Fernando Alonso a terminar apenas uma corrida — em Suzuka, no 18.º lugar — o melhor resultado da equipa até agora. A situação expõe fragilidades significativas no AMR26, tanto ao nível da unidade motriz Honda como, segundo algumas análises, no próprio chassis.
Um dos principais entraves tem sido um problema persistente de vibrações associado ao motor, que tem afetado não só o rendimento do carro, mas também fisicamente os pilotos. Em Suzuka, a equipa terá encontrado o caminho para a resolução desse problema, com um upgrade que permitiu reduzir significativamente as vibrações durante os treinos livres. Essa melhoria não pôde ser usada em corrida. Ainda assim, dentro da estrutura sediada em Silverstone, a abordagem tem sido de trabalho contínuo e evolução progressiva.

Problema não estará só na unidade motriz
No entanto, a questão da unidade motriz tem sido extensamente discutida, fazendo esquecer outro problema que persiste, aumentando as dúvidas sobre a competitividade do projeto. Segundo informações citadas por fontes internas, o AMR26 poderá apresentar limitações estruturais, como excesso de peso e dificuldades em curvas rápidas, o que colocaria o carro ao nível de equipas do meio do pelotão, mesmo com uma unidade motriz diferente.
Andrew Benson da BBC terá recebido informações de uma “figura muito experiente e conhecedora”, que explicou a posição atual da Aston. Segundo essa fonte, mais de metade do défice de tempo que equipa britânica enfrenta agora é motivado pelo próprio chassis.
Os problemas da Honda e as semelhanças com o que a McLaren viveu em 2015 tem tomado o palco, mas Newey foi claro desde início. Na Austrália, disse que, em termos de chassis, “talvez sejamos a quinta melhor equipa, pelo que temos potencial para nos qualificarmos para a Q3, mas com a possibilidade de estarmos na frente em algum momento da temporada”.
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— Aston Martin Aramco F1 Team (@AstonMartinF1) April 7, 2026
Ainda longe do topo
Olhando para os tempos feitos pela Aston Martin (em média, 3,6 segundos mais lenta que a referência), se mais de metade do défice é provocado por fragilidades no chassis, nem com um motor competitivo e fiável a equipa conseguiria aproximar-se dos lugares do pódio, tendo de se contentar com a luta pelo último lugar do top 5.
A pausa no calendário, motivada pelo cancelamento de corridas no Médio Oriente, oferece tempo adicional para desenvolvimento, mas também limita a recolha de dados em pista, considerada essencial para acelerar a evolução. Há, no entanto, rumores que apontam que Newey já entendeu o que não correu bem nesta primeira versão do chassis e as soluções estão já a ser trabalhadas.
Apesar do contexto adverso, a Aston Martin mantém intacta a sua ambição de longo prazo, encarando o atual momento como parte do processo necessário para atingir a competitividade desejada.










