Em declarações ao The Race, o Chefe de equipa da Red Bull, Christian Horner baixou um pouco o tom das críticas relativas ao caso Lewis Hamilton/Max Verstappen, dando algumas explicações relativamente ao que disse no pós corrida. Se olharmos para o que foi dito nas horas, e dia seguinte ao incidente de Silverstone, parecia que a “casa vinha abaixo” mas com o passar dos dias as coisas têm acalmado um pouco…embora não muito.
A primeira “bola a sair do saco” para Horner passa por negar que Verstappen seja “demasiado agressivo” e explica: “O Max tem zero pontos de penalização na sua licença e não foi considerado culpado de qualquer erro deste tipo nos últimos anos”, alegando o que o Verstappen demasiado agressivo de 2017 e 2018 já lá vai há muito, e bate na tecla que isto sucedeu porque Lewis Hamilton tem, finalmente um adversário à altura. E nisso tem razão, nunca como até aqui a Mercedes, teve, desde 2014, com consistência (aqui e ali a Mercedes teve boa luta) que os enfrentasse em pista, como a Red Bull está a fazer este ano.
Horner explicou depois que o teor agressivo dos seus comentários pós corrida se deveu à frustração de ver Verstappen no Hospital e Hamilton a fazer uma enorme festa, resultante do facto dos Comissários terem considerado o inglês predominantemente culpado, sendo que a penalização ainda permitiu ao inglês conseguir vencer a corrida. Foi à justa, mas conseguiu. E a Red Bull não engoliu bem esse facto…
Por fim, atirou-se a Mercedes e a Toto Wolff, alegando que em 16 anos que é Chefe de Equipa da Red Bull nunca foi falar com os Comissários durante uma corrida: “O Diretor de Corrida (ndr, Michael Masi) é a nossa referência…” explicando que foi ao CCD depois de saber que Wolff já lá estava… e até mandou um mail antes: “É como pressionar os juízes num tribunal antes da deliberação final”.
Com estas explicações, Horner baixa um pouco o estado de irritação, fúria, e o estado de alerta, talvez tenha descido de Defcon 2 para 3, mas continua ‘complicado’. Vamos ver o que sucede na Hungria…










