A Mercedes espera não estar em desvantagem para a Ferrari na próxima prova do mundial de Fórmula 1, como aconteceu no Autódromo de Monza durante o Grande Prémio de Itália.
Tem vindo a acontecer diferenças de desempenho das equipas conforme o traçado onde competem e em Monza a Ferrari esteve por cima do bloco de concorrentes que persegue a Red Bull. Entre Ferrari, Mercedes, McLaren e Aston Martin, brilharam os pilotos da equipa italiana, a competir em casa.
Andrew Shovlin da Mercedes espera que no circuito de Marina Bay o desempenho do W14 possa ser melhor, uma vez que é um traçado de alto ‘downforce’. “Com as configurações de baixo ‘downforce’, a Ferrari fica mais competitiva. Em Monza, tinham uma vantagem de um décimo e meio a dois décimos e meio sobre nós”, explicou Shovlin. “Há razão para pensar que o carro vai estar melhor e isso deve-se ao facto de Singapura ser um circuito de máximo ‘downforce’. O nosso desempenho nas pistas de alto ‘downforce’, como Barcelona, Budapeste e mesmo Zandvoort, foi bastante forte, com o carro muito competitivo”.
O responsável da engenharia de pista da Mercedes salientou que é expectável que a sua equipa possa lutar pelo pódio, mas “a pista apresenta alguns desafios únicos e também temos algumas alterações no traçado para este ano. A sequência de quatro curvas perto do final foram removidas, onde a pista costumava passar por baixo da bancada através de um túnel. Por isso temos uma reta mais longa, o que vai alterar um pouco o funcionamento dos pneus”. Shovlin destacou ainda o asfalto abrasivo, que faz com que a corrida do Grande Prémio de Singapura seja “muita dura” para os três compostos de pneus mais macios da Pirelli.
Foto: Martin Trenkler












