F1: McLaren pondera fazer o seu próprio motor… se os custos forem viáveis
A McLaren admitiu pela primeira vez que estaria disposta a desenvolver a sua própria unidade motriz para a Fórmula 1, mas apenas se os custos associados tornassem o projeto financeiramente viável. A declaração foi feita pelo CEO da McLaren Racing, Zak Brown, à margem da Indy 500.
A equipa de Woking utiliza atualmente unidades motrizes Mercedes, numa parceria que se estende até pelo menos 2030. A abertura a um motor próprio surge no contexto do debate em torno de um possível regresso aos V8, proposta que tem gerado interesse junto de potenciais novos fabricantes e que poderia alterar o panorama competitivo.
“Penso que se houvesse uma fórmula de motor que fosse financeiramente viável, então sim, consideraríamos e a tecnologia” disse Brown. “Dito isto, não poderíamos estar mais satisfeitos com a Mercedes [High Performance Powertrains], por isso, sim, se nos for apresentado algo que em primeiro lugar faça sentido financeiramente, então analisaremos.”
Brown defendeu ainda a qualidade do produto televisivo da F1 em 2026, apesar das críticas generalizadas às novas regras por parte de pilotos e adeptos. O CEO da McLaren argumentou que o espetáculo em pista tem sido atrativo para quem assiste, citando o exemplo do Grande Prémio de Miami, com cinco líderes de corrida diferentes e várias ultrapassagens pela liderança. Brown acredita que os pilotos se irão adaptando progressivamente à gestão das baterias, tal como aconteceu historicamente com a gestão de pneus e combustível.
“Se não ouvíssemos os pilotos e estivéssemos apenas a ver na televisão, o produto televisivo é excelente. Há ultrapassagens, cinco líderes diferentes em Miami, ultrapassagens pela liderança, por isso penso que os adeptos a ver a corrida estão a pensar: ‘Que corrida emocionante.’ O que aconteceu é o que acontece com qualquer nova tecnologia. Já vimos isso em Miami. Vimos que os pilotos estão a habituar-se cada vez mais e as regras estão a ser refinadas. Chegaremos talvez não a um lugar perfeito, mas sempre houve gestão de regras, gestão de pneus e agora há gestão de bateria. Penso que está num extremo que a maioria dos pilotos não aprecia, mas ainda é corrida. Penso que isso vai suavizar-se.”
Foto: MPSA
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