A McLaren esperou ansiosamente pela conclusão da construção do túnel de vento de última geração nas suas instalações. Essa ferramenta está agora concluída, deixando assim a equipa de Woking de precisar de utilizar o túnel de vento, importante no desenvolvimento de qualquer componente aerodinâmico para os seus monolugares, da Toyota na Alemanha. Segundo o chefe de equipa Andrea Stella, o novo túnel de vento estará pronto a ser utilizado em junho, esperando a equipa que isso a permita levar a um outro patamar no trabalho da fábrica.
Um túnel de vento que permita à equipa de Woking poder lutar de igual para igual com as equipas de topo foi sempre algo que o anterior responsável da equipa, Andreas Seidl, disse ser importante, assim como um novo simulador, mas a pandemia de COVID-19 veio também atrasar estes projetos da equipa. Agora, a instalação física está pronta, esperando a equipa poder usar o túnel de vento no desenvolvimento do carro de 2024.
“Temos esperança de ter o carro no túnel de vento, que deverá ser nessa fase o novo carro, em junho”, disse Stella no Bahrein ao Motorsport.com. “O túnel de vento já está construído, mas há um processo de calibração, instalação das metodologias como as que se utilizam para medir a pressão, para medir o campo de velocidade, para medir as forças. Tudo isto leva algumas semanas. […]É muito agradável para o meu escritório, porque consigo ouvi-lo. E é tão tranquilizador, estamos a fazer progressos, mas ainda não podemos colocar lá o modelo do carro para os testes relevantes. Num novo túnel de vento, é necessário utilizar um modelo de referência num túnel e noutro para ver a correlação e a repetibilidade. Não pretendemos fazê-lo com o novo modelo de carro, queremos fazê-lo com o modelo de carro antigo, compreender mais sobre o novo túnel de vento e depois implantar o novo carro”.
Stella explicou que a equipa atualmente perde sempre alguns dias com o desenvolvimento dos componentes, porque tem de os enviar de Woking para Colónia para ser testado no túnel de vento da Toyota e que esta forma de operar não é exequível com os objetivos da equipa, sendo ainda um défice em relação aos adversários. No entanto, o responsável da equipa admitiu que a falta desta ferramenta nas suas instalações, não pode ser desculpa para a falta de competitividade que o MCL60 demonstrou no início desta época. “Poderíamos ter feito um trabalho melhor independentemente do túnel de vento. Agora, isto é algo que estamos a rever. Muito honestamente, penso que isto é reconhecido e que nos deu de facto uma boa aprendizagem em todo o grupo para desenvolvimentos futuros”, concluiu Stella.










