Apesar de um início de época relativamente positivo, tendo em conta as muitas novidades na equipa, Max Verstappen acredita que a Red Bull não pode fazer pior do que fez na última ronda e que o teste veio na altura ideal para entender melhor o carro.
Os Bull´s já admitiram que estão com dificuldades em entender o carro e encontrar a afinação ideal para o RB15. Max Verstappen tem sido capaz de disfarçar as dificuldades, mas Pierre Gasly tem sofrido com isso. A equipa está a ter algumas dores de cabeça, mas o teste no Bahrein terá servido para esclarecer algumas dúvidas:
“Não pode ser pior do que o que mostramos aqui”, disse Verstappen após o teste. “Também cometemos alguns erros em termos de afinação. Acho que se olharmos para a Austrália, estávamos mais felizes. É claro que fiquei a 20 segundos do Valtteri [Bottas, vencedor da corrida], mas naquela corrida eu não pude andar ao ritmo que queria, porque estive sempre preso atrás de um carro.”
“Acho que podemos fazer muito melhor do que mostramos até agora.”
A Red Bull já entendeu o que correu mal no fim de semana do Bahrein e o maior problema esteve na aderência no eixo traseiro. Helmut Marko afirmou no final da primeira corrida que a Red Bull tem de mudar a sua filosofia, pois estava habituada a usar “pouca asa” para diminuir o arrasto e assim compensar a falta de potência das unidades motrizes da Renault. Agora com a Honda, a Red Bull sente que pode colocar mais apoio no carro mas tem de encontrar o equilíbrio certo.
“Queremos sempre mais apoio aerodinâmico”, disse Verstappen. “Mas é preciso entender como podemos equilibrar esse apoio e claramente fizemos algo errado durante o fim de semana. Mas fizemos muitas voltas no teste e entendemos o que fizemos mal. Acho que já aprendemos muito com isso, o que é muito positivo. Não temos muitos dias para entender o carro, e durante o fim de semana não temos muito tempo.”
“Fazer sempre sessões de uma hora e meia [no treino de sexta-feira] não é o ideal. Fazer um dia como este é muito útil.”










