Mattia Binotto é contra a ideia de estender o calendário da Fórmula 1, acreditando que isso apenas beneficia os aspetos financeiros:
“Quando eu era jovem, havia apenas 16 corridas e o calendário terminava em outubro. E era muito divertido! Mas hoje há necessidades comerciais. Temos de ter a certeza que do ponto de vista financeiro estamos a fazer as escolhas certas, nomeadamente que o equilíbrio (entre despesas e receitas) seja positivo.”
“Se houver um aumento no número de Grandes Prémios será necessário uma reorganização muito grande. Não podemos enfrentar uma época de 24 corridas com a mesma equipa, pelo que será necessário um maior número de técnicos que vão trabalhar em rotação, falo de mecânicos e engenheiros, mas também de algum papel fundamental. Já hoje temos uma certa rotação entre os nossos mecânicos, mas as pessoas chave são sempre as mesmas.”
“Acredito também que um calendário com 24 Grandes Prémios terá um grande impacto nas atuais estruturas logísticas e considerando o limite orçamental que entrará em vigor, teremos de avaliar bem onde é essencial contratar mais pessoas e onde não será possível fazê-lo.”
Muitos pensam que prolongar demasiado a temporada vai levar a uma fadiga na Fórmula 1 e o único benefício seria para o bolso de trás da Liberty Media.









