A entrada da Andretti na F1 continua a causar algum desconforto. Se por um lado a F1 tem muito a ganhar com a entrada de uma estrutura americana e pelo facto de ter mais 2 carros em pista, por outro, há equipas que não olham para essa entrada com bons olhos. Porquê? A resposta é a do costume… dinheiro.
A F1 adotou um modelo em que as equipas estão franchisadas, recebendo cada uma parte de um bolo de centenas de milhões de dólares. É por isso que a F1 se tornou atrativa aos investidores. Ao invés de ser um buraco sem fundo onde se atira dinheiro, este novo modelo de negócio aliado à limitação de custos pode tornar as equipas de F1 em operações lucrativas, mesmo as pequenas. Mas a entrada de um novo “player” implica a diluição do valor das equipas… uma fatia mais pequena do bolo para cada estrutura. E há equipas que não parecem dispostas a abdicar do que lhe foi prometido. A Mercedes é uma delas e Toto Wolff tem insistido em clarificar as intenções e acima de tudo a credibilidade do projeto Andretti para a F1. Ora Mario Andretti, pai de Michael Andretti (dono da equipa que pretende entrar no Grande Circo) e um dos grandes nomes de sempre da F1 não gostou das insinuações de Wolff e respondeu à letra:
“Toto Wolff falou muito abertamente sobre a nossa credibilidade”, disse Andretti à Auto Motor und Sport. “No entanto, ele fala-me de uma forma diferente. Acho as críticas públicas muito desrespeitosas porque estamos cativos no desporto automóvel há muito mais tempo do que ele. Respeito o seu sucesso até agora, mas ele não tem razões para nos desprezar. A FIA está muito aberta e temos cumprido todos os requisitos”, disse Andretti. “Agora estamos à espera que nos deem o número do que custa pagar às equipas para nos deixarem entrar. Sabemos que está na ordem dos 200 milhões de dólares. Eles podem querer mais, mas ainda estamos à espera de feedback. Para mim, é pouco razoável. Seria diferente com Bernie [Ecclestone, que foi CEO da F1 até 2017]. A Liberty dá demasiada voz às equipas”.









