A Red Bull continua o processo de contratação de staff para o seu departamento responsável pela unidade motriz da equipa, um projeto que mudará radicalmente a abordagem da equipa à competição.
Desde a sua criação que a Red Bull foi uma equipa cliente no que a motores diz respeito, dependendo da relação com os fabricantes de motores para ter sucesso. A aliança com a Renault deu muitos frutos… até chegar a era híbrida, altura em que a parceria se desmantelou com queixas de ambas as partes.
A equipa conseguiu convencer a Honda a fornecer unidades motrizes, mas com a saída dos nipónicos a equipa ficou novamente de mãos atadas. Os responsáveis dos Bull´s sabiam que o fornecimento de motores era um elemento fundamental no projeto da equipa a longo prazo, pelo que deram o passo de fazer a própria unidade motriz e deixar de depender de terceiros.
Numa primeira fase, até 2025, a equipa gerirá a unidade da Honda, cujos direitos intelectuais foram adquiridos à marca japonesa, ao mesmo tempo que desenvolve uma unidade motriz nova para 2025, data em que se espera seja introduzidos novos regulamentos para os motores da F1. Para tal, a Red Bull está a investir em infraestruturas e em pessoal especializado. Muito pessoal virá da Honda, mas a Red Bull não perdeu a oportunidade de “pescar” na Mercedes, que tem sido a referência até agora.
Seis contratações vindas da Mercedes foram já confirmadas, mas a Auto Motor und Sport reportou que mais de 50 elementos deverão mudar-se da Mercedes para a Red Bull. Um dos nomes que tem sido muito falado é Andy Cowell, responsável pela criação e desenvolvimento da unidade Mercedes e por isso elemento chave do sucesso da equipa até agora. A publicação alemã refere que Cowell deverá também integrar o projeto da Red Bull o que para já tem sido negado pelos responsáveis da equipa.
“Obviamente, há muita atracão dos media sobre este tópico e com pessoal a juntar-se obviamente a esta nova aventura”, disse Christian Horner aos repórteres. “Mas posso dizer que fiquei surpreendido ao ler a que aparentemente Andy tinha concordado em juntar-se a nós, porque não é esse o caso”.“Seria uma grande surpresa”, afirmou Toto Wolff. “Porque significaria que seria diferente do que foi acordado. Mas nada o impede de tomar qualquer decisão, quer continue na sua viagem empreendedora ou regresse à Fórmula 1 num papel diferente. Falo com Andy todas as semanas sobre coisas diferentes e para mim não me parece que ele vá para Red Bull. Mas neste desporto, já vimos muitos cisnes negros, por isso, neste momento, o que penso? Ele não vai para lá”.












