A Mercedes terminou a época passada em discussão direta com a Red Bull pelos dois títulos mundiais da Fórmula 1, mas iniciou a nova era regulamentar com bastantes problemas para resolver no seu monolugar e pode terminar o ano sem conquistar qualquer vitória. O W13 sofreu bastante com o efeito oscilatório, mascarando outros problemas que a equipa só conseguiu perceber quando minimizaram esse efeito, como disse recentemente Mike Elliott.
Para Lewis Hamilton, será preciso um grande esforço de todos na equipa nos próximos meses para poderem alcançar Ferrari e Red Bull na época de 2023, numa altura crítica do desenvolvimento do próximo monolugar.
“Por estar aqui há tanto tempo, sabendo o que é preciso para mudar as coisas, sabendo quanto tempo demoram estes processos, as decisões têm de ser tomadas meses antes da direção que se está a tomar”, disse Hamilton à Sky. “Estamos continuamente a recolher dados e a obter diferentes fragmentos de informação que podem alterar o caminho a seguir. Tenho 1000 por cento de confiança na minha equipa. Eu diria que só com as regras, sei que pode ser difícil para todos. Todos vão ter de trabalhar ainda mais durante estes próximos seis meses, e não vai ser fácil, mas sinto que todos estão à altura do desafio, à altura da tarefa”.
Hamilton admitiu que a Red Bull tem um carro “fantástico” e que ainda vai evoluir, o mesmo sucedendo com a Ferrari, apesar de alguns problemas sentidos, enquanto na Mercedes “tivemos de dar um passo atrás e ir numa direção diferente e esperar que estejamos no caminho certo para podermos voltar a ser competitivos”.
O piloto britânico explicou ainda que o seu trabalho extra na compreensão dos problemas do W13, tiveram o seu preço na forma de resultados. “Já testei tudo no carro, já testei 100 vezes todos os cenários que podem ser testados no carro, e paguei o preço por ele durante a primeira metade da temporada, mas para mim, tratava-se de adquirir conhecimentos para a equipa, para que pudessem dizer o que funciona ou não. Senti que esse era realmente o meu papel”, concluiu o piloto da Mercedes.












