A questão da igualdade voltou a estar presente nas conferências de imprensa de hoje, com Lewis Hamilton a admitir que não se sentia confortável por correr na Arábia Saudita, país onde são conhecidas as desigualdades entre géneros e o tratamento que se dá à comunidade LGBTQ+.
Sinto-me confortável aqui? Diria que não”, disse ele. “Mas não é a minha escolha estar aqui. O desporto tomou a decisão de estar aqui. E quer esteja certo ou errado, penso que enquanto aqui estamos, sinto que é importante que tentemos aumentar a consciência. Na última corrida, por exemplo, viram o capacete [de cor de arco-íris] que eu usava. Voltarei a usá-lo aqui, e na próxima corrida porque há um problema no facto de haver uma lei – se alguém quiser tirar algum tempo para ir ler – que é bastante aterradora para a comunidade LGBTQ+. Há mudanças que precisam de ser feitas. Por exemplo, os direitos das mulheres – elas têm sido capazes de conduzir desde 2018, [mas] tem a ver com a forma como são policiadas”, disse ele. “Algumas das mulheres ainda estão na prisão por terem conduzido há muitos, muitos anos atrás, por isso há muitas mudanças que têm de acontecer. E penso que o nosso desporto precisa de fazer mais”.
Também Sebastian Vettel terá usado hoje adereços com arco-íris, símbolo da comunidade LGBTQ+, mostrando o seu apoio à causa.













A F1, assim como a FIFA são profundamente hipócritas em defender a igualdade e depois aceitar organizar competições em países que restringem a liberdade das pessoas.
Se os pilotos recusarem participar em corridas com esse tipo de restrições não poderiam participar em em muitas corridas. Podemos recordar as corridas na África do Sul no temos do Apartheid, na Hungria em tempos de uma ditadura comunista, na China ou em vários países do Médio oriente atualmente.
Para serem profissionais tem de aceitar as regras do jogo mas podem alertar para essas injustiças como está a fazer o Hamilton ou o Vettel.
Então não fosses, como disse o presidente do grupo LBGTIQ+ português ” Lamento que usem os outros para promoção própria e dar visibilidade a patrocinadores, quando se quisessem mesmo criar impacto era fazer algo bombástico como…não ir! Um boicote seria noticia e chamar para a gravidade. Palavras só para aparecer, não obrigado! Já há hiócrisia que baste no mundo” . um exemplo de boas palavras -pelos vistos, sabem defender-se e bem!