“Preso por ter cão e preso por não ter” é uma expressão popular muito utilizada em Portugal que serve para exemplificar o que se tornaram hoje em dia as redes sociais, um fenómeno que é um excelente palco para os sociólogos analisarem a exposição pessoal e a necessidade de autoafirmação das pessoas.
Desde sempre que Lewis Hamilton se mostrou muito envolvido socialmente, e por isso partilha frequentemente as suas ideias com os seus seguidores.
Mas o piloto da Mercedes é por vezes criticado por isso: “Por vezes tenho problemas com as redes sociais”, disse Hamilton à Speedweek.com.
“Nunca esperei que tanta gente me seguisse na minha vida, mas de um modo geral, só se nota quando se olha à nossa volta, muitas pessoas estão sempre a olhar para os seus telemóveis, esquecem-se do resto do mundo. Já não demoram mais a apreciar um pôr-do-sol ou a olhar para uma bela árvore”.
Por vezes, Hamilton publica mensagens que são importantes para si, por exemplo atenção à vida animal ou ao ambiente e é alvo de críticas, só porque alguns dos seus seguidores não estão interessados nesses assuntos. Nada de novo. O problema nas redes sociais sempre foi e sempre será o seguinte: quem faz barulho e cria polémica tem sempre mais força de que os que apoiam, que na maioria dos casos se limitam a fazer um gosto. E quando se leem as caixas de comentários, parece que o mundo está para acabar. Lá está a tal necessidade de autoafirmação.
“As reacções negativas são inevitáveis, mas não é preciso ser perfeito para fazer parte da solução. Sendo uma personalidade poderosa dentro da minha indústria, tenho o dever de inspirar mudanças na F1 e noutras áreas em que estou activo. É importante ser fiel a si próprio e lutar pela transparência. É preciso ser honesto consigo próprio e com as outras pessoas”, concluiu Hamilton.









