O CEO da Alpine Laurent Rossi aproveitou o fim de semana para criticar e deixar avisos à sua equipa. Depois das declarações ao Canal+, Rossi voltou ao tema em conversa com a F1.com, onde além de repetir a sua censura ao comportamento da estrutura, colocou o peso do falhanço na Alpine nos ombros do seu chefe de equipa, Otmar Szafnauer.
Laurent Rossi mostrou-se frustrado pela repetição de erros nas provas deste ano depois da conquista do quarto posto do mundial de Fórmula 1 na temporada passada. Para o francês, a sua equipa começou “a época atrás dos objetivos” delineados e para isso algumas coisas terão de mudar. “Uma das coisas que tem de mudar, uma vez que a equipa é praticamente a mesma do ano passado, é a mentalidade. É algo que tem de mudar para as pessoas que estão agora na equipa e para as novas pessoas que vamos acrescentar”, disse o responsável.
Segundo Rossi, a responsabilidade é de Otmar Szafnauer, que “foi contratado para dirigir a equipa, ao longo da época e nas próximas épocas, em direção aos objetivos que temos, que é progredir constantemente, como fizemos nos dois primeiros anos – quinto e quarto – e chegar aos pódios e, portanto, esta é a sua missão de dar a volta a esta equipa e levá-la ao desempenho que queremos. […] São mais ou menos as mesmas pessoas, por isso não aceito que não sejamos capazes de o fazer [manter o desempenho]. Sim, é o Otmar e o resto da sua equipa, porque o Otmar sozinho não faz tudo, mas a responsabilidade é do Otmar. A responsabilidade é do Otmar, sim”.
Ainda sobre Szafnauer, e sobre o espaço de manobra que ainda tem o chefe de equipa, Laurent Rossi explicou que “a confiança é algo que aumenta com os bons resultados e se desgasta com os maus resultados. Toda a gente começa com um capital de confiança e depois vai-se gerindo. Há um número limitado de contratempos que se pode suportar num desporto, num mundo de competição, porque basicamente isso nota-se. Toda a gente consegue perceber se estamos ou não a ir na direção certa. Isso afeta diretamente o nosso capital de confiança. Eu diria que Otmar é muito capaz, mas tem uma grande tarefa pela frente”.
O grande problema de Rossi nesta altura da temporada, além de dizer que os erros se repetem e que a equipa parece incapaz de aprender com eles, é o facto de ver o salto qualitativo da Aston Martin. “Tanto quanto sei, a Aston tem menos engenheiros do que nós. Ainda não têm o seu próprio túnel de vento, não têm a sua fábrica a funcionar neste momento. Aceleraram o desenvolvimento com as pessoas certas a juntarem-se a eles. Isto mostra que a criatividade e a eficiência são fundamentais. É a regra do jogo, nós sabemo-lo. Por isso, lamento, mas não acredito na desculpa dos recursos”.
Mesmo com um início de época aos tropeções, Laurent Rossi mantém o objetivo de terminar a temporada no quarto lugar da classificação, onde para já está a Ferrari. “Não entro numa competição e faço ‘reset’ ao meu objetivo porque é mais fácil. A equipa conseguiu ficar em quarto lugar [em 2022]. Têm os meios para ficar em quarto lugar, mais do que outros. Quero que alcancem o quarto lugar. Se não o fizerem, será um fracasso”.










