“O que acontece em Las Vegas, fica em Las Vegas”. Todos nós já ouvimos esta expressão em muitos das longas metragens que nos chegam de Hollywood, mas a Fórmula 1 não quer isso, pelo contrário. O que acontecer na cidade norte-americana dos casinos este fim de semana, os responsáveis da competição quer que seja conhecido em todo o Mundo.
A aposta no Grande Prémio de Las Vegas é muito alta por parte da Liberty Media, que detém os direitos comerciais da F1, sendo basicamente uma corrida promovida e organizada por esta entidade, ao contrário do que acontece com todos os outros Grandes Prémios do calendário. Quer isto dizer que investiram muito dinheiro, mais do que estava inicialmente previsto, para que a prova fosse uma realidade. Por isso, todos os intervenientes, ou quase todos, estão a torcer para que tudo corra bem.
Ao contrário do antigo líder da Fórmula 1 – Bernie Ecclestone considera que o Grande Prémio de Las Vegas não tenha muitas hipóteses de vingar no calendário – Helmut Marko, conselheiro da Red Bull, quer dar uma oportunidade à prova no estado do Nevada. Marko disse à publicação Österreich que “temos de dar uma oportunidade ao evento com todo o seu glamour. Vou analisar tudo primeiro e dar-vos a minha opinião mais tarde. Permitir-me-ei ser surpreendido”, acrescentando que “tudo é novo, como a logística, vamos a pé para o paddock e por aí fora. E ninguém sabe como as baixas temperaturas vão afetar as coisas”.
Os efeitos das baixas temperaturas é apenas um dos desafios da nova pista do calendário, que Günther Steiner prevê que seja muito diferente de tudo o resto na Fórmula 1, valorizando os protagonistas do mundial. Para o responsável da equipa norte-americana Haas, “é difícil imaginar exatamente como vai ser [o GP de Las Vegas], mas vai ser um evento muito fixe e algo completamente diferente de tudo o que foi feito antes na Fórmula 1”. Steiner sublinha que o “esforço tão grande para correr numa cidade como Las Vegas é um desafio, para dizer o mínimo, e fazer isso acontecer há alguns anos atrás era impossível de pensar, quanto mais de dizer”, acreditando que a prova “vai certamente estabelecer um padrão para muitas coisas no desporto daqui para a frente”.











