O Grande Prémio dos Países Baixos de F1 em Zandvoort revelou-se um verdadeiro teste de resiliência para Lance Stroll. Após dois acidentes que mantiveram a equipa Aston Martin em alerta máximo – um no segundo treino livre e outro na qualificação –, o piloto canadiano enfrentou a corrida partindo da modesta 19.ª posição na grelha, a sua décima eliminação na Q1 da temporada. Contudo, uma estratégia astuta e uma recuperação notável catapultaram-no para os lugares pontuáveis.
A corrida foi marcada por uma sucessão de eventos para Stroll. Após um contacto inicial com Bortoleto, que o forçou a uma paragem antecipada nas boxes, a equipa optou por uma estratégia de duas paragens. Esta decisão, que inicialmente parecia arriscada, revelou-se um golpe de génio, permitindo-lhe ganhar posições à medida que o pelotão se reorganizava. As sucessivas entradas do Safety Car foram igualmente cruciais, facilitando a sua ascensão ao top 10.
Stroll demonstrou uma capacidade notável para reverter a situação, terminando a prova na sétima posição. Este é o terceiro sétimo lugar em quatro corridas, um registo que lhe permitiu ultrapassar o seu colega de equipa na Aston Martin, Fernando Alonso, na classificação de pilotos. Curiosamente, Alonso partiu do top 10, mas Stroll, que começou no fundo da grelha, conseguiu terminar à sua frente.
No final da corrida, Lance Stroll expressou a sua satisfação: “Foi uma corrida muito agitada, com imensas oportunidades, e estamos contentes por termos conseguido terminar com ambos os carros nos pontos. Conseguimos ganhar muitas posições logo no início da corrida graças às decisões estratégicas acertadas e a uma paragem antecipada nas boxes após o primeiro ‘stint’. Foi ótimo recuperar na corrida depois de um fim de semana frustrante, partindo da 19.ª posição e depois de a equipa ter trabalhado tão arduamente para reconstruir o carro na sexta-feira e no sábado. Voltamos à ação na próxima semana em Monza, e mal posso esperar para correr lá novamente.”
FOTO Phillippe Nanchino/MPSA










