Lewis Hamilton conseguiu ser o mais rápido na qualificação de sexta-feira do GP da Grã-Bretanha, o que lhe possibilitou sair do primeiro lugar da grelha para a primeira corrida sprint de qualificação de sempre. No entanto, nos primeiros metros, perdeu a posição para Max Verstappen, tendo terminado a sprint no segundo posto. O diretor técnico da Mercedes, James Allison explicou o que aconteceu ao britânico.
Basicamente, mesmo conseguindo colocar muita temperatura nos pneus para o arranque, a espera que todos os pilotos se colocassem na posição de partida, levou a um arrefecimento dos pneus.
“Um pouco abaixo [a temperatura] da que queríamos, por isso, quando Lewis soltou a embraiagem, atingindo exatamente o objetivo que lhe tinha sido fixado, em vez dos pneus agarrarem o piso, porque estavam um pouco frios demais, começaram a escorregar ligeiramente. Isto dá sempre ao piloto uma sensação estranha, porque se os pneus continuam a girar sem tração, o carro simplesmente não acelera.”
Alisson continuou, no normal vídeo “debrief” da Mercedes, a explicar o que fez Hamilton naquela situação do arranque.
“Então Lewis fez isso, atingiu o seu alvo, as rodas aqueceram e então Lewis, porque as rodas estavam a patinar, quis segurar a embraiagem naquela posição apenas um pouco mais tempo do que o normal, porque se lhe desse toda a potência do motor, as rodas continuariam a patinar e assim, agarrou-se à embraiagem durante cerca de um ou dois batimentos cardíacos mais longos do que deveria ter feito, em resposta ao patinar das rodas original e ao agarrar-se a essa embraiagem, apenas um ou dois batimentos cardíacos demasiado longos, não forneceu a potência do motor e, como resultado, viu os outros pilotos a passarem-no. É um pequeno, minúsculo erro causado pelo erro que cometemos ao estimar as temperaturas corretas no início, o que depois causou aquele pequeno patinar inicial da roda. É um processo muito, muito complexo para acertar na partida e é fácil cometer pequenos erros que causam o tipo de efeitos que se viu”.









