Helmut Marko é de opinião que toda esta questão do ‘porpoising’ e da intervenção da FIA, virou-se contra a Mercedes, ou seja, o “tiro saiu-lhes pela culatra”.
Vários pilotos, com os da Mercedes à cabeça, pediram à FIA que interviesse na questão do excessivo ‘porpoising’, e a FIA emitiu uma diretiva técnica que impõe uma métrica oscilante vertical, que obriga as equipas a limitar o efeito sob pena de terem de aumentar a altura dos seus carros ao solo.
Todos sabemos que o W13 precisa de ter o fundo do carro o mais baixo possível de modo atingir o seu potencial máximo de desempenho, mas isso propicia o ‘bottoming’ o que o torna mais propenso a necessitar da intervenção da FIA se continuar a bater no chão.
Foi isto que colocou Lewis Hamilton em grandes problemas em Baku pois apesar de ter conseguido um bom quarto lugar, o piloto britânico queixou-se de fortes dores nas costas provocadas pelo impacto do carro contra o chão, motivado pelas oscilações.
Helmut Marko diz agora que a Mercedes pode acabar por ser prejudicada pelo que aconteceu pois a ameaça da FIA em forçar as equipas que mais sofrem a levantar os seus carros é exatamente o que a Mercedes não pretende e é por isto que diz que o facto da Mercedes ter envolvido a FIA teve o resultado oposto ao pretendido.
E o que vai fazer a FIA: emitiu uma nova Diretiva Técnica para minimizar o ‘porpoising’:
• Um exame mais atento das tábuas e patins [usados nos fundos do carros], tanto em termos da sua conceção como do desgaste observado.
• A definição de uma métrica, baseada na aceleração vertical do carro, que dará um limite quantitativo para um nível aceitável de oscilações verticais. A fórmula matemática exata para esta métrica está ainda a ser analisada pela FIA, e as equipas de Fórmula 1 foram convidadas a contribuir para este processo.
“Para além destas medidas a curto prazo, a FIA convocará uma reunião técnica com as Equipas a fim de definir medidas que reduzam a propensão dos automóveis para exibirem tais fenómenos a médio prazo.
A FIA decidiu intervir após consulta com os seus médicos, no interesse da segurança dos pilotos. Num desporto em que os concorrentes conduzem regularmente a velocidades superiores a 300 km/h, considera-se que toda a concentração de um piloto tem de se focar nessa tarefa e que o cansaço ou dor excessivos sentidos por um piloto podem ter consequências significativas caso resultem numa perda de concentração. Além disso, a FIA tem preocupações em relação ao impacto físico imediato sobre a saúde dos pilotos , alguns dos quais relataram dores nas costas na sequência de acontecimentos recentes.” Em resumo, a FIA vai analisar a violência dos impactos e poderá exigir que as equipas cujas oscilações sejam mais violentas subam a altura mínima do carro, o que implicará perda de performance.
O problema vai ser também analisado para ser resolvido de forma permanente e assim evitar riscos para a saúde dos pilotos.











