Christian Horner deixou no ar a possibilidade de uma reavaliação do futuro de Sergio Perez na Red Bull, após o piloto enfrentar um fim de semana desastroso no México. Pela quinta vez nesta temporada, Perez terminou um Grande Prémio sem pontos, após uma eliminação prematura na qualificação e danos no carro que arruinaram a sua corrida.
As dificuldades começaram cedo para o piloto de 34 anos, que ainda sofreu uma penalização de cinco segundos por estar posicionado incorretamente na partida em P18. Embora tenha recuperado várias posições ao longo da prova e tenha vislumbrado uma possível entrada nos pontos, uma batalha intensa com Liam Lawson acabou por lhe custar caro; o contacto entre ambos danificou a lateral do seu carro e comprometeu significativamente o seu ritmo.
O fim de semana da Red Bull foi marcado por dificuldades também para Max Verstappen, que terminou em P6, enquanto a Ferrari os ultrapassava no campeonato de construtores com um duplo pódio. Em reação à prova dececionante de Perez no seu país, Horner afirmou: “O Checo teve, novamente, um fim de semana péssimo. Nada correu como esperávamos. Ele sabe que a F1 é um negócio de resultados e, naturalmente, quando não se cumpre o prometido, as atenções recaem sobre nós. Como equipa, precisamos que os dois carros somem pontos — é a essência da F1. Temos feito o possível para apoiar o Checo e continuaremos a fazê-lo no Brasil, mas há um limite para o que se pode fazer.”
A Red Bull, agora com 25 pontos de desvantagem para a Ferrari e a 54 pontos da líder McLaren, enfrenta a possibilidade de terminar em P3 no campeonato de construtores, o pior resultado desde 2019.
Com rumores a sugerirem que Lawson poderá juntar-se à equipa num futuro próximo, o duelo em pista entre ele e Perez ganhou contornos ainda mais dramáticos. Apesar das especulações sobre uma possível mudança de piloto, Horner manteve-se reservado: “Até a VCARB teve um dia difícil. É incrível como o cenário pode mudar em sete dias. A pressão vai estar sempre presente, e há momentos em que se tomam decisões difíceis. Estamos em terceiro no campeonato e a nossa meta é regressar ao topo, mas será uma tarefa exigente nas próximas quatro corridas.”









