O ano foi de muito trabalho e pouco sucesso por parte da dupla McLaren-Honda. Quando se esperava que finalmente a parceria desse frutos, o resultado não foi mais do que um acumular de desilusões, dado o potencial apresentado pelo chassis da equipa de Woking.
Ainda assim. o responsável da Honda, que está de saída do cargo, explicou o trabalho realizado pela estrutura japonesa: “O nosso nível competitivo não era o que desejávamos e por isso tivemos de fazer melhorias mais frequentemente. Tivemos de sacrificar o tempo normalmente usado para verificar a fiabilidade para apresentar um ritmo de evolução adequado. Não foi uma falha, mas sim uma opção estratégica. Estamos plenamente confiantes que podemos verificar a fiabilidade dos nossos componentes, mas apenas tivemos um problema de falta de tempo e demos prioridade à performance, em detrimento da fiabilidade.”
Hasegawa admitiu, no entanto, que o nível de fiabilidade mostrado esteve longe do aceitável e que a Honda pretendia fazer cinco corridas com o mesmo motor, objetivo longe de ter sido atingido.
A marca japonesa optou por revolucionar o desenho do seu motor, para poder retirar mais potência da sua unidade, mas esta revolução de ultima hora revelou-se uma dor de cabeça, pois os dados obtidos no banco de testes não tiveram reflexo em pista, além de falhas em componentes simples (como o caso do reservatório do óleo em Barcelona) que precipitaram o fim da relação entre os japoneses e a equipa britânica. No final da época a McLaren foi capaz de lutar por pontos mas dada a capacidade do chassis e dos pilotos, nunca poderia ser algo que merecesse festejo por parte dos responsáveis de ambos os lados. A parceria falhou e a separação foi talvez a melhor solução para todos os envolvidos.
A Honda terá agora de lidar com menos pressão externa e poderá desenvolver um motor que possa finalmente ser competitivo, tentando recuperar os danos feitos à imagem da marca. Será preciso muito trabalho para que possam apresentar um motor ao nível dos adversários.












