Günther Steiner assume novamente protagonismo em mais uma recordação no seu livro ‘Surviving to Drive’. Depois de não ter poupado nas críticas a Mick Schumacher, as memórias do responsável da Haas sobre o episódio da rescisão unilateral do contrato com Nikita Mazepin e com a Uralkali, o patrocinador principal da equipa de Fórmula 1 da altura, são notícia.
Em 2022, no seguimento da invasão militar russa em território ucrâniano – que infelizmente ainda perdura – a Haas rescindiu contrato com o piloto da equipa Nikita Mazepin e com a Uralkali, a empresa russa propriedade do pai do piloto, Dmitry Mazepin, que tem ligações próximas a Vladimir Putin, alguns dias depois de fonte da equipa ter negado que isso iria acontecer.
No seu livro, Steiner salienta que se tivessem mantido o patrocínio e o piloto para a temporada de 2022, teriam “sido crucificados pela imprensa, pelos fãs e pela FIA. Teria sido suicídio”. O responsável da Haas afirmou que antes do anúncio oficial houve coordenação com a FIA, mas que teria sido mais fácil assumir esta posição se a entidade federativa tivesse proibido a participação de pilotos russos nas provas da Fórmula 1 mais cedo, como acabou por acontecer algum tempo depois. Steiner explicou que “estávamos num ponto em que outros nossos patrocinadores teriam deixado a Haas se não tivéssemos agido”.
A Haas acabaria por fazer regressar Kevin Magnussen à Fórmula 1 para o lugar deixado vago por Mazepin e apresentou no ano passado um novo patrocinador principal, conseguindo desta forma reequilibrar as suas contas.









