F1, Günther Steiner: “Teria sido suicídio” para a Haas manter Mazepin e patrocinador

Por a 19 Abril 2023 13:29

Günther Steiner assume novamente protagonismo em mais uma recordação no seu livro ‘Surviving to Drive’. Depois de não ter poupado nas críticas a Mick Schumacher, as memórias do responsável da Haas sobre o episódio da rescisão unilateral do contrato com Nikita Mazepin e com a Uralkali, o patrocinador principal da equipa de Fórmula 1 da altura, são notícia.

Em 2022, no seguimento da invasão militar russa em território ucrâniano – que infelizmente ainda perdura – a Haas rescindiu contrato com o piloto da equipa Nikita Mazepin e com a Uralkali, a empresa russa propriedade do pai do piloto, Dmitry Mazepin, que tem ligações próximas a Vladimir Putin, alguns dias depois de fonte da equipa ter negado que isso iria acontecer.

No seu livro, Steiner salienta que se tivessem mantido o patrocínio e o piloto para a temporada de 2022, teriam “sido crucificados pela imprensa, pelos fãs e pela FIA. Teria sido suicídio”. O responsável da Haas afirmou que antes do anúncio oficial houve coordenação com a FIA, mas que teria sido mais fácil assumir esta posição se a entidade federativa tivesse proibido a participação de pilotos russos nas provas da Fórmula 1 mais cedo, como acabou por acontecer algum tempo depois. Steiner explicou que “estávamos num ponto em que outros nossos patrocinadores teriam deixado a Haas se não tivéssemos agido”.

A Haas acabaria por fazer regressar Kevin Magnussen à Fórmula 1 para o lugar deixado vago por Mazepin e apresentou no ano passado um novo patrocinador principal, conseguindo desta forma reequilibrar as suas contas.

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3 comentários

  1. Breno Mascarenhas

    19 Abril, 2023 at 14:16

    A FIA deveria ter proibido a participação de pilotos russos logo no início dessa guerra estúpida.
    Günther Steiner tem razão.

    • Frenando_Afondo™

      19 Abril, 2023 at 20:55

      Pilotos Russos que fossem patrocinados pelo Estado Russo ou tivessem ligações com Putin, sem dúvida. Fazer uma expulsão geral já não concordo. Não se pode discriminar quem não concordou com a guerra. Não é por se ser Russo que automaticamente se apoia a guerra ou o Putin.

  2. Frenando_Afondo™

    19 Abril, 2023 at 20:56

    Tendo em conta a nulidade que Mazepin era, deve ter sido uma decisão fácil. A Haas até deve ter agradecido poder mostrar-lhes a porta de saída.

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