A questão das interrupções tardias das corridas, e os consequentes recomeços, tem causado algum atrito entre pilotos e a F1. A competição implementou a regra que possibilita o recomeço com largada estacionária, se as condições existirem para tal, mas os pilotos não são apreciadores da filosofia.
Segundo os pilotos, na última reunião com a FIA, a existência de bolas de borracha (que se desprendem dos pneus) provoca uma grande disparidade nos níveis de aderência de um lado para o outro da grelha de partida. Com menos aderência, os pilotos fora da trajetória de corrida têm mais dificuldades na largada e como ninguém quer perder, arrisca-se mais e o caos pode acontecer, como vimos em Melbourne. A FIA disse que ia ter isso em atenção daqui para a frente, mas ainda assim, os pilotos olham para os recomeços com muitas reservas, como explicou o diretor da GPDA (Associação de pilotos de GP), George Russell, ao motorsport.com:
“Penso que chegámos todos a um bom entendimento. Creio que ter um recomeço no final da corrida é um desafio porque há muitas bolas de borracha fora de linha. Dá uma oportunidade bastante injusta para os pilotos que estejam do lado limpo da pista e a oportunidade para mais caos e injustiça. Vamos ver para onde vamos. Mas penso que todos os 20 pilotos não gostariam de largadas estacionárias após uma bandeira vermelha com 50 ou 75% da corrida concluída.”










