A admiração de Lewis Hamilton no pós-qualificação quando se apercebeu da diferença entre o que fez Max Verstappen e o seu ritmo, comprova que a Mercedes está um pouco ‘perdida’ em Suzuka, tentando solucionar os seus problemas.
A Mercedes ficou a 1.031 segundos do registo que deu a pole position a Max Verstappen, sendo esta a segunda maior desvantagem de tempo que já teve esta temporada, superiores ao que aconteceu em Miami (0.963s) e na Bélgica (0.919s), menor do que no Canadá, mas esta sessão foi limitada pela chuva. É de facto, uma grande desvantagem para Lewis Hamilton e George Russell, mesmo para os pilotos da McLaren.
Russell explicou que perde tempo nas curvas de baixa e média velocidade, sendo muito forte onde é exigido mais velocidade, mas ao mesmo tempo, são nessas zonas onde os pneus sofrem mais, resultando num desgaste maior. Assim sendo, não podem tirar partido de todo o potencial do carro nas zonas onde é melhor, para não comprometer o desempenho dos pneus durante o resto da volta.
Se a Mercedes espera uma melhor performance em corrida, a Aston Martin sobrevive da capacidade de Fernando Alonso extrair tudo de um carro que está alguns furos abaixo da concorrência. Mike Krack avisou que a sua equipa não consegue competir com os fortes avanços das equipas que surgem agora no topo da classificação em termos de evoluções para o seu carro. Há as finanças para equilibrar e há ainda falta de alguma capacidade na fábrica para resolver esta questão, uma vez que ainda estão em fase de aumento dos elementos da equipa e do próprio campus.
Sem surpresa, uma vez que o ritmo nunca foi alto, Lance Stroll foi eliminado na Q2, enquanto Fernando Alonso apurou-se para a Q3 para ser batido mais tarde por Yuki Tsunoda, que teve um forte desempenho na sessão.
São dias mais complicados para a equipa de Silverstone, que tenta aproveitar qualquer oportunidade para somar pontos, numa tentativa de defender o seu quarto posto na classificação do mundial.
Foto: LAT Images/Mercedes











