Foi o melhor piloto do GP do Azerbaijão. Oscar Piastri mostrou mais uma vez fibra de campeão apesar da sua tenra idade (23 anos) e de estar apenas na sua segunda época na F1. O piloto australiano foi sensacional em todos os aspetos da corrida, com muito poucos erros, apesar da forte pressão de Charles Leclerc.
A McLaren esforçou-se muito para ter do seu lado Piastri, “roubando” o jovem talento à Alpine, que demorou a apostar no campeão de F3 e F2. A McLaren abriu as portas da F1 a Piastri, que não demorou a aceitar. Seria a melhor decisão para ambos os lados. Piastri entrou numa equipa que rapidamente se tornou competitiva e capaz de lutar por vitórias e a McLaren ficou com um dos mais promissores talentos da grelha.
Em Baku, Piastri mostrou os seus pontos fortes: inteligência na gestão da corrida, agressividade na medida certa, excelente capacidade defensiva e acima de tudo, um controlo emocional a toda a prova. Não tremeu, apesar dos ataques constantes de Charles Leclerc. Manteve a cabeça fria e foi anulando todas as tentativas de um dos melhores da atualidade, numa pista onde o erro se paga caro. A sua frieza é, talvez, o seu ponto forte, num desporto onde a o fator mental é fundamental para o sucesso.
Foi duro, difícil, mas a vitória assenta-lhe que nem uma luva. Talvez Baku tenha sido a prova onde Piastri se afirmou verdadeiramente e se apresentou ao mundo. Um piloto frio, calculista, sem medo de arriscar, defendendo-se sem necessidade de manobras exageradas. Falta-lhe apenas um pouco mais de velocidade em qualificação. Mas esta é apenas a segunda época de Piastri na F1. Há ainda mais para vir.












