A partir deste fim de semana, com Singapura a ser palco da 15ª jornada do campeonato do mundo de F1, entra em cena a Diretiva Técnica (DT) 018, que poderá complicar a vida a algumas equipas.
A nova DT foi implementada para controlar a flexibilidade de alguns componentes. Este tema é frequentemente referido nas épocas de F1 com as equipas a tentarem ganhar vantagem graças à deflexão de alguns componentes aerodinâmicos, algo que não é permitido segundo as regras. E já relativamente perto da pausa de verão se falava muito de que a FIA andaria de forma discreta a falar com as equipas para minimizar a flexibilidade de alguns componentes. Algumas suspeitas referiram mesmo que a Aston Martin perdeu performance com o novo pacote de atualizações que implementou em Espanha por ter perdido alguma da dita flexibilidade.
Tim Goss, diretor técnico dos monolugares da FIA explicou o que o órgão federativo pretende com esta mudança:
“Temos vindo a falar com algumas equipas há várias semanas, quando acreditamos que há necessidade de clareza. Enviamos a nossa proposta a todas as equipas, pedindo-lhes feedback até 29 de agosto”, explicou. “Voltámos a falar em Monza sobre os detalhes do design, onde as equipas nos pediram exemplos. Não é que tenhamos visto um carro ou uma caraterística em particular que tenhamos visado, ou um elemento que tenha sido comum a toda a grelha. O que está em causa é onde os elementos das asas dianteiras e traseiras se juntam ao nariz, à estrutura de impacto traseira e às placas terminais da asa traseira. E houve vários casos em que as equipas tentaram tirar o máximo partido da margem de deflexão, permitindo que algumas peças começassem a mover-se umas em relação às outras”, disse, citado pelo racefans.net.
“Temos uma série de testes de deflexão de carga que definem o quanto os elementos podem dobrar e desenvolvemos esses testes para representar o que as equipas estão a tentar alcançar em pista e para lhes colocar um limite sensato”, explicou. “Nós respeitamos essas regras, enquanto as equipas procuram explorar a margem em termos de deflexão. Isso é normal. Portanto, a diretiva técnica é apenas para garantir que nós, a FIA e as equipas, tenhamos um entendimento comum de onde vamos traçar a linha em termos destes detalhes de design. Independentemente da conformidade com os testes de carga definidos no artigo 3.15, a FIA consideraria que qualquer projeto que utilize o movimento relativo entre componentes adjacentes de mecanismos para maximizar a deformação aerodinâmica viola o artigo 3.2.2”, acrescentou.
Será que esta diretiva vai implicar algumas mudanças na ordem vigente? Teremos de esperar algumas corridas para entender se há alguma tendência, mas não se esperam mudanças radicais, pois este tema já era falado há algum tempo e as equipas tiveram tempo de fazer mudanças em conformidade.










