Carlos Sainz terminou a sua caminhada com a Ferrari com um merecido pódio. Uma caminhada que conta com quatro vitórias, seis poles e 25 pódios. O espanhol pode até nem ter o mesmo talento dos predestinados, mas é uma peça valiosa para qualquer equipa.
Conseguiu criar boas relações em todas as equipas por onde passou, a sua ética de trabalho está acima de qualquer dúvida e coloca os interesses da equipa sempre em primeiro lugar. Além disso, é inteligente dentro e fora de pista. Este último ano da Ferrari demonstrou isso mesmo. Começou a época sabendo que seria a última com a Scuderia, mas não baixou os braços, trabalhou com a mesma vontade e intensidade. Este pódio é um prémio merecido e o título de construtores também o seria, mas a McLaren, equipa que já representou, foi mais forte. Sainz estava contente com o pódio, triste com o título que escapou, mas orgulhoso do que conquistou:
“Obviamente, um sentimento um pouco agridoce no final. P2 Penso que era o máximo que podíamos fazer hoje, dado o ritmo do Lando no McLaren. Dei tudo por tudo, especialmente no primeiro stint. Parecia que podíamos ficar com eles [McLaren], mas assim que colocámos os pneus duros, eles pareciam ser um ou dois décimos mais rápidos por volta, como vimos durante todo o fim de semana, e ficaram um pouco fora do nosso alcance”.
“Parabéns, antes de mais, à McLaren. Eles merecem este campeonato. Têm sido sólidos como uma rocha nos últimos dois terços do campeonato e têm sido incríveis. Da nossa parte, penso que podemos orgulhar-nos do esforço e do campeonato que realizámos. Foi um ano difícil, mas sem dúvida um ano de que nos devemos orgulhar”.
“Obviamente, a última volta foi emocionante com o meu engenheiro a falar comigo pelo rádio, mas, ao mesmo tempo, muito grato por fazer parte desta equipa fantástica durante quatro anos. Tive a oportunidade de ganhar as minhas primeiras corridas, fazer as minhas primeiras pole positions. Provei a mim próprio e a toda a gente que posso lutar por vitórias e pódios se tiver o carro certo. E o meu objetivo é, a partir do próximo ano, concentrar-me em conjunto com a Williams para voltarmos ao nosso lugar.”











