Carlos Sainz foi o grande destaque da corrida em Monza. O piloto espanhol fez o que podia para aguentar a primeira posição, mas conseguiu aguentar apenas 15 voltas, tal era a superioridade do Red Bull de Max Verstappen. Mas Sainz não desistiu.
Numa tarde em que a coragem e a resiliência foram os ingredientes principais, Sainz deu tudo o que tinha, lutou com todos os que se atreveram a aproximar-se do seu monolugar, independentemente de serem colegas de equipa ou não. Apesar de Sainz não ter o talento natural de Verstappen, Hamilton, Alonso e até de Lecelrc, tem garra e ética de trabalho para dar e vender e foi isso que fez a diferença em Monza. Sainz fez a melhor exibição da época, frente aos tifosi e festejou de forma merecida no pódio mais desejado do ano. Carlos Sainz esteve em grande e se esquecermos Verstappen, foi o melhor da tarde.











Normalmente em Monza a Ferrari arranja sempre uns pozinhos. Mas a realidade desta época é que o carro, por isto ou por aquilo, vem sempre de mais para menos dos treinos para a corrida, embora ontem se notasse menos. Seria positivo para eles que conseguissem este nível nas provas que faltam.
O Sainz fez pela vida até porque sente que a continuidade ou não dele lá dependerá do que fizer até ao fim do ano. A Ferrari e até os adeptos da marca, sempre deram a sensação de gostarem mais do Leclerc do que propriamente dele.
Pois. Se não existisse já um modelo que se chama Monza, a este podiam chamar-lhe SF23 Monza.É de questionar se quem concebeu este projecto (quem terá sido?), chassis e aerodinâmica, tenha pensado que estariam 23 Monzas no calendário, mas infelizmente existem também circuitos lentos e em Singapura voltarão a andar atrás do AM , e provavelmente de outros. Carlos & Charles. As ordens de equipa fazem sentido se está em jogo algo de verdadeiramente importante. De qualquer modo, têm sempre o sabor da preferência, de injustiça para quem a sofre. Por isso, foi bom constatar que ontem não houve nenhuma… Ler mais »
Acho que a Ferrari tem que arranjar ao Leclerc uns óculos especiais em que ele veja qualquer carro na frente dele dessa cor, vermelha, pois o único carro que ele atacou a sério foi o colega de equipa.
Era a único que pode realmente atacar
O melhor da tarde a seguir ao Max? Então o Albon, o Bottas, o Lawson não contam? Na minha opinião o Sainz trata muito mal os pneus, o colega fica sempre com umas 5 a 7 voltas de grip a mais do que ele, e ambos os carros tratam pessimamente os compostos. O Max não forçou nada, sabia que se tivesse paciência tal acabaria por acontecer, e lá foi ele embrora, numa volta papou 1,5s. O espanhol não é um fora de serie, é um segundo piloto assim-assim, ponham mas é o Albon naquele carro.
Coragem e resiliência. Igual a Sainz? Já não bastava o Grande Prémio em Monza, ontem ao fim da tarde em pleno centro de Milão foi assaltado por 3 rapazes quando estava com o manager à porta do hotel (Armani / via Manzoni), e lá foi mais um relogiozito Richard Mille do pulso… A seguir, foi de filme. Enfiou-se e pôs-se ao volante do carro do manager para perseguir os 3, bloqueou-os, saiu do carro e apanhou, 1 ; a seguir mais à frente foi o 2º agarrado pelo manager, e finalmente o 3º agarrado com ajuda dos -obviamente- tifosi que… Ler mais »
Ed: Foi assaltado = roubaram-lhe, de surpresa.
Esteve muito bem, sim senhor. O problema é não ser capaz de ter um desempenho constante ao longo da temporada, sendo raras as ocasiões em que brilha como neste GP.
Um reparo ao redactor: o anglicismo «resiliência» está na moda, tal como absurdos como «impactar» e «colapsar», mas não tem o significado que lhe atribui no texto. Resilience não e sinónimo de resistência, mas de capacidade de se recompor das adversidades.