O GP da Hungria deverá ser bem apimentado, com Lewis Hamilton a largar da primeira posição, seguido de Max Verstappen e Lando Norris. Numa pista onde as ultrapassagens são difíceis, a estratégia irá desempenhar um papel importante.
A estratégia mais rápida deste fim de semana é a de duas paragens, começando com pneus médios durante 17 a 24 voltas, antes de mudar para pneus duros, que terão de durar 20 a 30 voltas, antes de uma última paragem para outro conjunto de pneus duros. Apesar das equipas preferirem a posição de pista em Hungaroring, dada a exigência do traçado, a estratégia de uma única paragem será muito difícil de levar a bom porto, com os dados a mostrarem que será preciso muita gestão (ou Safety Cars) para que esta estratégia seja de facto eficaz.
Começar com os médios deverá ser a opção mais vista, abrindo flexibilidade para os restantes stints, mas o arranque com pneus duros para uma estratégia alternativa para os pilotos mais no fundo da grelha não deverá ser descartado. Os duros são cerca de 0.8 segundos mais lentos que os macios, e cerca de 0.5 segundos mais lentos que os médios, pelo que é uma equação que terá de ser revolvida cuidadosamente. O uso de macios não deverá acontecer no arranque da corrida, pois mostraram níveis de degradação muito elevados, que deverão ser exacerbados com um carro pesado. Talvez vejamos algumas equipas a apostar nos macios perto do fim da corrida.
Quanto ao ritmo de corrida, Red Bull tem vantagem seguida da McLaren e da Mercedes, com a Ferrari a tentar minimizar as perdas. A Aston Martin não parece ter ritmo de corrida para se juntar às lutas do pódio, analisando os dados recolhidos. Assim, Verstappen terá de lutar contra Hamilton, enquanto a McLaren tem a vantagem estratégica de ter dois carros a lutar pelo pódio.
Foto: Martin Trenkler













