As equipas têm sido criativas a encontrar motivos para justificar a pouca vontade de receber uma nova equipa na F1. Numa altura em que o concurso está encerrado e as FIA inicia a avaliação das propostas apresentadas, há uma candidata que continua a não ser vista com bons olhos: a Andretti.
Michael Andretti tem tentado cumprir com todos os requisitos que têm sido impostos e parece agora uma das propostas mais interessantes, pois implica a entrada do grupo GM para o Grande Circo. Fred Vasseur, da Ferrari, disse que a F1 não precisa de outra equipa americana, enquanto Christian Horner, da Red Bull, não vê com bons olhos o envolvimento da Cadillac, sendo apenas um exercício de marketing.
Toto Wolff foi mais longe na sua tentativa de justificar a pouca vontade receber a Andretti e usou o trunfo da segurança:
“Penso que todas as partes interessadas, e principalmente a FIA e a FOM, que decidem sobre uma nova entrada, irão avaliar se a proposta é positiva para a F1, o que nos traz em termos de marketing e interesse? E se querem pensar em introduzir isso.
A nossa posição foi muito clara – comprem uma equipa. Há muitas consequências quando se olha para as sessões de qualificação. Agora parece que estamos numa pista de karting, estamos a tropeçar uns nos outros. Há uma preocupação com a segurança. Não temos a logística necessária para colocar uma 11ª equipa. Aqui, em Silverstone, podemos acomodar o pessoal de Hollywood, mas noutros circuitos não podemos. Depois, pessoas como a Audi e agora o fundo de capital de risco [da Alpine] têm comprado equipas de F1 por valores consideravelmente mais elevados. Portanto, tudo isto é um quadro que a FIA e a FOM têm de avaliar. Como disse antes, se uma equipa pode contribuir para o desenvolvimento positivo da F1, e de uma forma que as outras equipas fizeram ao longo dos muitos anos, sofreram ao longo dos muitos anos, sim, temos de olhar para ela”.
“Continuo a acreditar que esta é uma liga de franchises. E quando alguém chega, deve ser como na NFL, onde podemos questionar o que é que essa nova equipa traz para a festa, e isso é, repito, para a FIA e a FOM decidirem. Obviamente, o nosso ponto de vista é claro, porque só queremos ter uma equipa que traga algo ao bolo – uma 11ª equipa traz mais do que aquilo que custa às outras equipas. Mais espetáculo, mais pilotos excitantes”.
Claro que a principal questão aqui e que a introdução de uma nova equipa vai obrigar as equipas a cederem uma parte dos prémios que a F1 distribui.











