Toto Wolff optou por uma postura neutra, na avaliação do incidente entre Max Verstappen e George Russell. O chefe da Mercedes desvalorizou a polémica e disse entender os dois lados.
Em declarações no final da corrid Sprint, Wolff admitiu entender a frustração de Verstappen, mas também entendia a postura de Russell na corrida:
“Eles colidiram, ele ficou com um grande buraco no carro e isso não é nada bom para a corrida. É absolutamente compreensível que ele esteja chateado. Por outro lado, Russell defendeu uma posição. E também é claro que eles vão fazer isso. Por isso, acho que não é a primeira vez que eles têm uma situação entre si”, disse Wolff ao Motorsport.com. “Se eu fosse o Russell, faria exatamente o mesmo, se eu fosse o Max, estaria chateado”.
Quanto à relação entre Wolff e Verstappen, o austríaco afirmou que não odeia o neerlandês. Confrontado com uma entrevista de emprego de uma ama que era neerlandês e que achava que ia perder a vaga por ser compatriota de Verstappen, Wolff fez questão de afastar quaisquer sentimentos negativos face ao campeão do mundo:
“Max, em combinação com o seu carro, é a referência”, afirmou. “Ele amadureceu muito e já não comete erros. E ele só tem 25 anos, certo? Nunca se pensaria que alguém com essa idade fosse tão maduro, também na sua visão da vida. É realmente impressionante. Quer seja o Max, o Lewis, o Michael, o Ayrton Senna, são todos diferentes”, disse Wolff. “Mas todos eles têm esse desejo puro. Gosto de pessoas assim – pessoas difíceis. Muitas vezes significa que têm mais ambição e mais dedicação, e isso aplica-se não só aos pilotos, mas também às outras pessoas de topo de uma equipa.”
“O Lewis que eu conheço, o Lewis que eu vi na segunda metade da temporada de 2021, não pode ser batido”, insiste Wolff. “Mas desde então, Max desenvolveu ainda mais como piloto e deu um passo em frente. Acho que seria muito próximo”.









