F1, GP Arábia Saudita: Mal estar evidente após incidentes de ontem

Por a 26 Março 2022 09:45

A sexta feira do GP da Arábia Saudita vai ser recordada durante muito tempo e as repercussões do que se passou poderão ter implicações no futuro.

Durante a tarde de sexta, começaram a surgir imagens vindas de Jidá de uma coluna de fumo, não muito longe do traçado onde os pilotos realizavam os treinos livres de sexta-feira. A coluna de fumo era resultante de um grande incêndio numa instalação da Aramco, provocada por um ataque feito com mísseis. O ataque foi reivindicado pelos rebeldes Houthis do Iémen. A informação foi confirmada num comunicado, citado pela agência France-Press. Isso motivou um atraso no segundo treino livre, pois foi feita uma reunião com pilotos para dar a conhecer a situação e garantir a segurança do evento. O atraso foi de 15 minutos e a sessão decorreu sem problemas.

No entanto, depois dos debriefs com os engenheiros, os pilotos reuniram-se para fazer o ponto de situação. A reunião arrastou-se pela noite dentro e apenas às 2 e meia da madrugada de Jidá é que os pilotos saíram da sala, quatro horas após o começo, isto depois de Stefano Domenicali, Ross Brawn e todos os chefes de equipa terem passado pela sala. O resultado da maratona de quatro horas de reunião foi… a continuação do que estava previsto. A organização e os chefes de equipa pareceram sempre dispostos a continuar mas o mal estar dos pilotos é grande e nas redes sociais multiplicam-se relatos de membros de equipas que mostram claramente o desagrado pela decisão de continuar.

Segundo os relatos, também os membros das equipas tentaram boicotar a prova, mas a resposta que obtiveram dos responsáveis das equipas é que se não fizerem a corrida, podem ser impedidos de sair do país. Isto terá sido assinado no contrato entre os organizadores da prova e a F1. A confirmar-se é caricato que tal tenha sido acordado. O ambiente no GP da Arábia Saudita vai ser muito mais sombrio hoje e amanhã e o entusiasmo do arranque do ano perdeu-se, pois faz pouco sentido uma prova internacional continuar com ataques a instalações próximas do circuito.

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Um comentário

  1. Pity

    26 Março, 2022 at 10:36

    Mas que raio de contrato foi esse? Isso não cabe na cabeça de ninguém de juízo.
    Se é verdade que o contrato tem essa cláusula, o que as equipas deviam fazer, é recusarem-se todas a voltar a esse país, e a Liberty que descalce a bota.
    Quanto à questão dos mísseis, já tinha acontecido com a Fórmula E, em que um míssil sobrevoou a pista, mas já depois do final da corrida..

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