Gerhard Berger, ex-piloto de F1, que conta no seu palmarés com 210 corridas ao longo de sua carreira, 10 vitórias, 48 pódios, 385 pontos, 12 pole positions e 21 voltas mais rápidas tendo passado em equipas como a ATS, Arrows, Benetton, Ferrari e McLaren, foi, depois de se ‘reformar’ da F1, proprietário e conselheiro de equipas, além de comentador, é lembrado como um dos grandes pilotos da história da F1 e tem algo a dizer sobre Max Verstappen e diz que nunca viu um piloto tão perfeito como o holandês de 26 anos. E esteve ao lado de Ayrton Senna: “Eu costumava colocar Ayrton Senna no topo, ele tinha habilidades sobrenaturais no carro, mas agora que temos Max, e já duvido que a minha antiga classificação ainda seja válida. O Max não cometeu nenhum erro na última temporada e o Ayrton cometia-os de vez em quando. O Verstappen está a fazer corridas online no simulador no seu tempo livre, por vezes três por dia e está sempre a pensar onde se pode ultrapassar e onde não se pode. Nem Senna, nem Schumacher, nem Hamilton tinham isso. E agora reparem que o Max está sempre no sítio certo, no início, na primeira curva, num duelo. Não consigo pensar em nada que possa ser feito melhor do que ele está a fazer”, disse Berger, que sabe que o domínio acabará um dia, embora ache que a curto prazo isso só sucede se alguma outra equipa der um passo radical e acertar. Para já entende que Verstappen e a Red Bull estão suficientemente à frente para se manterem aí em 2024: “se a Red Bull mantiver a sua equipa unida desta forma, será difícil alcançá-la. Só se outros derem passos radicais…”, disse. Já quanto ao possível desinteresse da F1, Berger diz que a disciplina vai sobreviver: “este tipo domínio também cria um certo entusiasmo, em que somos apanhados pela perfeição. É fascinante e só queremos saber se vai ser assim na próxima vez”.











