O regresso às pistas não significará o regresso à normalidade. As equipas terão de se adaptar a uma nova realidade e não poderão levar o mesmo número de pessoas. Franz Tost diz que a Alpha Tauri poderá ir para a pista com apenas 65 pessoas.
O primeiro GP do ano em Melbourne, que não chegou a acontecer, viu a chegada de 2000 pessoas. Ou seja cada equipa levava mais de uma centena de pessoas e estamos a falar de provas fora da europa em que as equipas não levam tantos elementos. As provas na Europa, além de facilitarem o transporte de mais membros das equipas, normalmente implicam a montagem das monstruosas motorhomes o que implica ainda mais pessoas. Para o regresso à competição, nada disso deverá ser possível e Franz Tost deu uma ideia de como se poderá cortar no número de elementos de uma equipa:
“Em termos de número de membros da equipa no local, as negociações estão a decorrer sem nos comprometermos com números específicos ”, disse Tost ao Speedweek.com. “Iremos ter apenas os especialistas que são absolutamente necessários para o uso do carro. Se não temos convidados e não há jornalistas no local, podemos ficar sem funcionários dos departamentos de marketing e media. Na AlphaTauri, conseguiríamos competir com 60 a 65 pessoas.”
“Não conversamos sobre um número máximo de especialistas no paddock nas negociações com a FIA e a FOM. “
O chefe da equipa acrescentou que os números também podem ser reduzidos se as equipas não trouxerem as motorhomes e todos os elementos necessários para as montar e manter a funcionar. No entanto, quando se trata de catering, essa é uma história diferente.
“No que diz respeito à restauração, a situação é a seguinte: se não temos convidados, não há necessidade de grandes trailers”, explicou. “As equipas querem ter seu próprio serviço de buffet, a possibilidade de serviço conjunto para todos não foi discutida em detalhes. A FIA, a Fórmula 1 e as equipas estão a discutir várias opções.”
“Toda a situação é extremamente complicada porque dependemos de decisões do governo e porque muitos fatores individuais desempenham um papel importante . A situação muda constantemente. É claro que a FIA e a FOM gostariam de começar o mais rápido possível”
“Mas mesmo se o governo austríaco aprovar um grande prémio de Fórmula 1, isso não significa que o governo do Reino Unido permitirá que o Grande Prémio ocorra. Talvez tenhamos sorte com a Áustria, pois a situação se desenvolveu de tal maneira que o governo permite mais liberdade. O contrário pode acontecer na Inglaterra. Nós não sabemos. O que é válido hoje pode não ser amanhã. Isso torna o planeamento muito difícil. ”










