Filhos de pessoas famosas têm, tradicionalmente, acesso facilitado à mesma área de trabalho dos progenitores e a Fórmula 1 não é exceção. No entanto, nem sempre os pilotos herdam o mesmo talento e dedicação do pai, e para cada Nico Rosberg, Damon Hill e Max Verstappen, também há nomes que não deixaram uma impressão tão boa ou que falharam mesmo em chegar lá.
Nomes como David Brabham ou Mathias Lauda tiveram mais sucesso noutras categorias, enquanto Leo e Greg Mansell nunca tiveram muito ‘jeito’ para a pilotagem. Neste momento, na F1 estão mais filhos de pilotos, com Max Verstappen a ser potencialmente melhor que o pai, enquanto Kevin Magnussen e Jolyon Palmer têm mais dificuldades em provar que merecem continuar.
O site oficial da Fórmula 1 apresentou uma lista de mais filhos de pilotos famosos que estão a dar os primeiros passos nas corridas de automóveis, mas desculpabiliza alguns nomes que já provaram não ter futuro nas corridas. Dos nomes apontados (Mick Schumacher, Giuliano Alesi, Pedro Piquet, Aurélien Panis, Will Palmer e Louis Délétraz), apenas o jovem Schumacher demonstrou verdadeiro potencial para ser um futuro campeão. O alemão de 17 anos foi vicecampeão nos dois campeonatos de Fórmula 4 em que alinhou (alemão e italiano), conquistando 10 vitórias em 42 corridas.
Já Alesi ganhou três corridas na F4 em 2015, mas marcou um único ponto na GP3 este ano, apesar de pertencer à Ferrari Driver Academy e terá que fazer bem melhor em 2017 se quiser manter o seu lugar. Piquet chegou à Europa com o título brasileiro de F3 no bolso, mas as corridas europeias são bem mais competitivas. Talvez o segundo ano na F3 europeia lhe permita melhorar, depois de ter marcado 19 pontos. Panis conquistou vitórias na F. Renault, mas nunca impressionou, e apostou num segundo ano na Fórmula 3.5 depois desta ter perdido o apoio da Renault, dificultando ainda mais o seu acesso a testes e às grandes equipas.
Will Palmer foi campeão de F4 na Inglaterra e ganhou uma corrida no primeiro ano na F. Renault, vai ter que provar na F3 ou GP3 que merece seguir os passos do seu irmão Jolyon. Quanto a Délétraz, será sem dúvida melhor que o pai, tendo sido campeão de F. Renault em 2015, e conquistado o vicecampeonato da Fórmula 3.5, mas daqui terá obrigatoriamente que passar para a GP2 se quiser continuar a demonstrar que merece subir à F1.










