Colton Herta era o piloto escolhido pela Red Bull para substituir Pierre Gasly na AlphaTauri, na iminência deste sair para a Alpine, o que realmente veio a acontecer. O que não se sucedeu foi a entrada do piloto norte-americano na Fórmula 1, tendo Helmut Marko e Christian Horner optado pelo “plano B”, contratando Nyck de Vries depois da FIA não ter aberto uma exceção ao facto de Colton Herta não ter os pontos necessários para a Superlicença, obrigatória para pilotos na competição rainha da federação. Este foi um dos temas mais discutidos no ano passado, até porque era a aposta num piloto dos Estado Unidos da América, país onde a Fórmula 1 mais tem crescido e onde os patrocinadores têm cada vez mais interesse comercial pela competição. Agora soube-se que a FIA bloqueou a intenção do piloto vir a competir em provas da ‘Formula Regional Americas Championship’, o campeonato de Fórmula 3 sancionado pela federação internacional e que atribui mais pontos para a Superlicença do que a Indy Lights.
“Atribuímos pontos para a superlicença [da FIA] aos pilotos que competem na nossa série e, se ganharem na F3/F4/Formula Regional neste país, recebem mais pontos do que se ganharem o campeonato da Indy Lights”, explicou Scott Goodyear, diretor de corrida deste campeonato, no podcast ‘Racer to Racer’. “É interessante porque Bryan Herta telefonou-me em julho. Que ver se conseguíamos que Colton competisse na nossa série F3 porque precisava de ganhar mais pontos para a superlicença. Estávamos para aprová-lo, mas não conseguiu obter autorização da FIA para poder correr e ter a oportunidade de somar alguns pontos”.
Sem oportunidade na Fórmula 1, Colton Herta vai fazer este ano a sua quinta temporada completa na IndyCar.
Foto: Chris Owens











