Já sabemos que os tempos são uma pista mas nunca totalmente fidedigna pois a primeira vez que teremos a certeza que todos os monolugares estão preparados para a sua performance máxima será na qualificação do GP do Bahrein de F1, portanto tudo o que sucede até aí são apenas ‘pistas’ que nos dão sinais do que está a acontecer. Portanto, não vale a pena dar muita importância ao tempo de Carlos Sainz, de ontem, uma vez que não temos ideia da quantidade de combustível que o espanhol estava a usar ou da configuração do carro – no entanto, sabe-se que os dados que o carro está a fornecer em pista estão bem correlacionados com o que o túnel de vento e o CFD sugeriram durante o inverno.
No ano passado, a Scuderia foi excelente numa volta, mas teve dificuldades em manter os seus pneus ‘vivos’ no dia da corrida. Assim, trabalhar na redução da degradação tem sido uma parte fundamental do seu programa de testes de pré-temporada – e, de forma encorajadora para a sua leal base de fãs tifosi, as fontes dizem que os dados da equipa sugerem que obtiveram ganhos bem decentes.
No entanto, nem tudo foi fácil para a Ferrari no segundo dia, já que Leclerc bateu numa tampa de drenagem, o que causou uma bandeira vermelha e exigiu uma mudança de piso do monolugar.
Como resultado, Leclerc teve um pouco mais de tempo de pista durante a tarde, antes de entregar o carro a Sainz, que começou a tentar recuperar o tempo perdido.
Depois de se ter concentrado na utilização dos compostos mais duros no primeiro dia, Sainz deu ao C4 – o segundo mais macio da gama da Pirelli – uma boa série de voltas e estabeleceu prontamente o tempo mais rápido do dia, tornando-se o primeiro piloto a chegar ao 1m29s no processo.
É um bom sinal, mas como sempre, é ainda completamente impossível tirar conclusões ‘finais’…
Mas lá que o Ferrari SF-24 parece ter nascido bem, isso já ninguém duvida…
FOTO MPSA/Phillippe Nanchino









