O limite orçamental exige uma ginástica financeira nem sempre fácil de fazer para as equipas que gastam mais e o tema dos acidentes tem sido cada vez mais falado. Mattia Binotto quer que a fatura dos acidentes passe para os responsáveis dos mesmos.
Com alguns acidentes mais violentos que obrigaram as equipas implicadas a trocar muitos componentes ou até chassis completos, as equipas enfrentam agora uma realidade diferente, com estes custos a terem implicações diretas na época, com o limite orçamental a dificultar a gestão das equipas. Um dos exemplos é Charles Leclerc, vítima do incidente na curva 1 em Hungaroring, sem culpas. Mattia Binotto defende que é preciso repensar este tema e talvez passar os custos a quem é considerado culpado pelos incidentes:
“Penso que há valor neste tipo de discussões num futuro próximo com os outros diretores da equipa, FIA e F1”, disse Binotto na Hungria no fim-de-semana passado. “Obviamente, se não for culpado, ter tais danos no limite orçamental é uma consequência ainda mais gravosa neste tipo de casos. Deveríamos acrescentar isenções? Não tenho a certeza se essa é a solução. Penso que pode ser muito difícil ser controlado. O que podemos considerar é que, se um piloto tiver falhas, a equipa do piloto deve pagar pelo menos às outras equipas pelos danos e reparações. Isso tornará os pilotos mais responsáveis”.













