Lewis Hamilton acredita que o SF25 da Ferrari poderia ser mais competitivo se a equipa pudesse rodar com o carro mais perto do solo, o que melhoraria o desempenho sob os atuais regulamentos de efeito solo.
No entanto, a Ferrari teve de aumentar a altura ao solo após a desclassificação de Hamilton do Grande Prémio da China, onde o desgaste da “plank” do seu carro excedeu as regras após a sua vitória na Sprint.
A primeira temporada de Hamilton na Ferrari tem sido desafiante — apesar dos seus 202 pódios na carreira, ainda não conquistou nenhum pela Scuderia num Grande Prémio, sendo o quarto lugar em Ímola, na Áustria, e Silverstone os seus melhores resultados. A Ferrari está numa disputa renhida com a Mercedes e a Red Bull pelo segundo lugar no campeonato de construtores, com apenas 18 pontos conquistados pelas três equipas.
Embora Hamilton não espere que a Ferrari supere a McLaren ou a Red Bull em ritmo absoluto esta temporada, acredita que maximizar o potencial do carro — principalmente rodando mais baixo — pode aproximá-las. Salientou ainda que a experiência que está a adquirir com a equipa agora será valiosa para moldar o progresso futuro.

“Pessoalmente, não sinto que estas últimas corridas tenham muita influência no próximo ano”, disse Hamilton citado pelo RacingNews365. “Claro que o objetivo é ver progresso e continuar a trabalhar, mas quanto mais experiência tiver com a equipa, mais crescerei com ela; essa experiência renderá sempre dividendos. No futuro, as coisas que estamos a aprender, quaisquer lições que enfrentemos, certamente ajudarão no futuro”.
“Não creio que haja nenhuma pista em que possamos vencer os McLaren, ou talvez a Red Bull, eles estão apenas à frente. Eles estão à frente em todas as pistas, por isso não prevejo nenhuma mudança, mas se conseguirmos maximizar o desempenho do carro, o que, em última análise, significa diminuir a altura ao solo, talvez possamos aproximar-nos um pouco mais.”
A Ferrari tem sido incapaz de aproximar o carro do chão como desejaria, para evitar o penalizações por desgaste excessivo da “plank” (ou prancha em português). Isso obriga a equipa a elevar um pouco mais o carro, perdendo performance com isso. Ou então, os pilotos são obrigados a levantar o pé no fim das retas, quando a carga aerodinâmica é maior, o que implica perda de performance também. A Ferrari tem trabalhado para minimizar esse problema com um fundo novo e uma suspensão traseira repensada, mas a Scuderia não tem conseguido aproximar-se da concorrência.











