A época da Ferrari tem sido marcada por dificuldades, especialmente na procura de um compromisso de afinação que permita ao monolugar italiano ser competitivo. A Ferrari buscava soluções para os problemas, mas foi apanhada de surpresa com a desclassificação de Lewis Hamilton no GP da China, que redirecionou o foco dos engenheiros para outra área.
O heptacampeão mundial foi excluído da corrida de Xangai devido ao desgaste excessivo na prancha do seu monolugar, apenas um dia depois de conquistar uma importante vitória na corrida Sprint. A baixa altura ao solo, que potenciava a carga aerodinâmica do carro, revelou-se insustentável numa distância de Grande Prémio. O episódio, segundo Vasseur, condicionou todo o início de época da Ferrari.

“Acabámos por perder foco noutros aspetos”
“A desclassificação desviou-nos um pouco do rumo. Tivemos de adotar uma margem de segurança na altura ao solo”, explicou Vasseur à Auto Motor und Sport. “Estes carros são extremamente sensíveis a essa variável. Cada milímetro pode significar uma posição na grelha. Se não se tem controlo total sobre isso, a performance é afetada. Para resolver o problema, acabámos por perder foco noutros aspetos, como a preparação dos pneus ou as voltas de aquecimento.”
Com os carros forçados a rodar mais altos para evitar novas penalizações, Hamilton e Charles Leclerc perderam competitividade. A equipa tem dado passos para recuperar alguma dessa competitividade e, segundo Vasseur, terão recuperado 2 décimos.
“Nos últimos três ou quatro fins de semana conseguimos reduzir a diferença para cerca de duas décimas”, sublinhou. “No início da época tivemos vários problemas de comportamento em pista, depois surgiram questões no controlo de qualidade e ainda as desclassificações. Perdemos um pouco o rumo. O exemplo de Budapeste foi claro: se o Charles tivesse sido duas décimas mais lento, largava de sexto em vez de primeiro. É muito difícil identificar, em cada momento, o detalhe certo em que se deve focar para ser rápido.”











