Necessitando de arriscar para conseguir melhores resultados, a Ferrari optou por uma estratégia muito mais agressiva de pneus ultra macios, escolhendo mais dois sets do que a Mercedes e Red Bull. Sendo certo que esse será o pneu mais rápido no traçado de Marina Bay a questão ali tem sempre a ver com o maior desgaste, e por isso tanto a Mercedes como a Red Bull foram mais cautelosas. Deste modo, se as condições de pista favorecerem a Ferrari, esta pode beneficiar de ter mais dois sets ultra macios que as suas adversárias.
Mesmo dentro da Ferrari, Raikkonen foi ainda mais longe que Vettel e apesar de terem os mesmo nove compostos ultra macios, o finlandês preferiu apenas um composto macio e três super macios, enquanto Vettel dividiu os compostos, tendo dois de cada. Já a Mercedes, escolheu sete sets de ultra macios, com Lewis Hamilton e Nico Rosberg a não diferirem muito nos super macios (3 para Hamilton, 2 para Rosberg) e macios (3 para Hamilton, 4 para Rosberg). A Red Bull preferiu menos pneus macios e mais super macios, mas também escolheu sete compostos ultra macios.
Tal como se tem vindo a perceber, estas escolhas têm relação direta em pista, pois só quando se chegar à derradeira fase das corridas se percebe melhor quem tira melhor vantagem das escolhas. Quanto mais arriscar uma equipa, maior partido pode tirar disso mesmo ciente que em condições iguais os seus carros já quase nem para a Red Bull chegam, ainda menos em Singapura, a Ferrari pode reequilibrar a balança com esta decisão.












Acho bem que o façam, a Ferrari está numa posição em que precisa de arriscar para petiscar. Podia não fazer muito sentido numa fase inicial da época, mas agora é essencial que a Ferrari tente outra vias mais alternativas para ter sucesso.
No ano passado, a Mercedes sentiu muitas dificuldades com os pneus nesta corrida, obrigando a Ferrari a vencer. Esta poderá ser a derradeira oportunidade da Ferrari conseguir ganhar uma corrida este ano. Cumprimentos