Em declarações à revista oficial da F1, Fernando Alonso diz que podemos estar a lutar pelo 6º ou 15º lugar. O espanhol está de regresso à Fórmula 1 pela primeira vez desde 2018, e depois duma temporada promissora para a Renault em 2020, Alonso mantém-se cauteloso quanto a fazer previsões ousadas.
Quando questionado sobre quais eram as suas expetativas para a temporada que se avizinha, Alonso disse que prefere esperar pelo teste no Bahrein antes de tirar quaisquer conclusões: “Ainda não comecei a pensar nisso, penso que estamos numa fase demasiado inicial dos preparativos. Talvez depois do teste de inverno se possa ter uma ideia do que se pode passar na primeira corrida e onde se pode estar. Neste momento, não tenho quaisquer pensamentos a esse respeito. Mas realisticamente, temos de ter os pés no chão, sabendo que mesmo que haja algumas mudanças para este ano, elas não são dramáticas, pelo que o desempenho não será muito diferente em comparação com o ano passado.
“Penso que a Mercedes estará na frente de todos, depois haverá a Red Bull e provavelmente uma luta renhida entre algumas equipas. A Alpine estará dentro desse grupo de equipas e isso será interessante para ver quem se adapta melhor aos novos regulamentos.
Penso que será muito equilibrado, pelo que tanto poderemos estar a lutar pelo sexto ou sétimo lugar na grelha ou sermos 15º, muito facilmente.
O nosso trabalho é lutar pelo menos pelos 10 primeiros”.
Nos últimos meses, Alonso testou tanto o carro Renault de 2018, como o R.S.20 que Daniel Ricciardo e Esteban Ocon levaram a três pódios durante a época de 2020. Mas tendo passado os últimos dois anos a conduzir tudo, desde um IndyCar até uma máquina todo-o-terreno no Dakar, Alonso foi franco quanto tempo tinha demorado a voltar a acelerar com um F1.
“Disse na altura que o carro [2020] era mais rápido do que eu, em termos de tudo vir mais rápido do que eu esperava. Tive de me adaptar aos pontos de travagem, às velocidades em curva que tive de repensar um pouco à medida que me aproximava de uma curva. Todas essas coisas não eram… não eram novas, pois tenho boa memória, mas as minhas duas últimas corridas foram na Indy e no Dakar. Chegar-se a uma curva num carro 4×4 e, depois chegar-se à Curva 1 em Barcelona num Fórmula 1… é como do dia para a noite!”










