Desde 2015 afastada das primeiras posições da classificação entre os construtores, a Williams teve um pequeno vislumbre de poder sair do fundo da tabela do campeonato em 2021, chegando a atingir o oitavo posto no final da temporada depois de 3 anos consecutivos no décimo e último lugar, fruto da falta de investimento e de uma liderança técnica de Paddy Lowe muito aquém das expectativas. Os monolugares eram muito pouco performantes e havia uma clara divisão na equipa, incapaz de comunicar entre quem operava em pista e a fábrica.
Só após a entrada em cena da Dorilton, os atuais donos da equipa, e a entrada em cena de Jost Capito, o “guru” dos títulos alcançados pela Volkswagen no WRC, é que a organização interna melhorou. Para tentar dar um impulso à equipa, Capito trouxe consigo o seu antigo diretor técnico na Volkswagen François-Xavier Demaison, para o mesmo posto na Fórmula 1. No entanto, os donos da Williams nunca ficaram convencidos com a contratação de Demaison e o facto da equipa ter errado no conceito do monolugar deste ano, que estreou um novo regulamento técnico, além de conceberem dificuldades para a próxima época. Será preciso alterar fortemente o design do próximo monolugar e mesmo assim, será um ano para reiniciar. Algumas fontes avançam com um longo período até a Williams conseguir recuperar do fraco desempenho da base que construiu para 2022.
Apesar de ter reestruturado a equipa, encontrado um bom substituto para George Russell e concentrado os esforços em abrir o mercado norte-americano à Williams – fora o facto de, juntamente com o investimento da Dorilton, ter conseguido a independência em relação ao forte patrocínio que trazia consigo Nicholas Latifi – Jost Capito parece ter pagado uma fatura muito alta por ter apostado em François-Xavier Demaison numa altura em que, possivelmente, se pedia alguém mais experiente nos monolugares de Fórmula 1 e trouxesse resultados imediatos.
O senhor que se seguir terá 3 épocas para encontrar a solução para os problemas da Williams, podendo iniciar um novo ciclo com a introdução da nova geração de unidades motrizes em 2026, mas será uma tarefa árdua. A batata quente está na Dorilton, que tem de escolher muito bem quem lidere a estrutura.












