A demissão repentina de Christian Horner como CEO e diretor da Red Bull Racing chocou o mundo da Fórmula 1, mas, nos bastidores, ela já estava a ser preparada há várias semanas. De acordo com o jornal alemão BILD, a decisão foi finalizada durante uma reunião de alto nível em 7 de julho, com a presença de Helmut Marko, Oliver Mintzlaff e os proprietários Chalerm Yoovidhya e Mark Mateschitz. Embora Horner parecesse não estar ciente da decisão, ele foi oficialmente demitido no dia seguinte, numa reunião privada com Mintzlaff e Marko.
Segundo a publicação alemã, Helmut Marko, conselheiro de longa data e figura influente dentro da organização Red Bull, terá desempenhado um papel fundamental nas discussões que levaram à saída de Horner. Embora Marko e Horner tenham trabalhado juntos por muito tempo, as tensões no seio da Red Bull teriam aumentado, especialmente porque a equipa tem sentido dificuldade para manter o seu domínio.
O desempenho do RB21 tem sido uma questão central. Embora Max Verstappen ainda esteja em terceiro lugar no Campeonato de Pilotos, o carro revela-se muito difícil de controlar para os outros pilotos. Como resultado, a Red Bull caiu para quarto lugar no Campeonato de Construtores, o que suscitou preocupação por parte da liderança da equipa e pode ter desencadeado cláusulas no contrato de Verstappen que lhe permitem sair mais cedo se os padrões de desempenho não forem cumpridos.
As razões completas para a demissão de Horner permanecem obscuras, mas a recente queda de rendimento da equipa, as lutas internas pelo poder e a insatisfação crescente tanto da direção como dos pilotos parecem ter contribuído para a decisão.












