F1: Declarações da Honda são motivo de preocupação?

Por a 1 Fevereiro 2025 14:34

O chefe da Honda Racing Corporation, Koji Watanabe, admitiu nas 24 Horas de Daytona que a Honda está a ter dificuldades com o desenvolvimento da sua unidade motriz de F1 de 2026 para a Aston Martin, citando desafios com o novo motor elétrico de 355 kW, bateria leve e motor compacto. Mas a haverá motivos para alarme?

No entanto, o jornalista Mark Hughes considera que as declarações não devem ser vistas como um sinal de alarme. Os novos regulamentos de PU são altamente técnicos e todos os fabricantes – incluindo a Ferrari, a Mercedes e a Red Bull – estão a enfrentar dificuldades semelhantes. O desenvolvimento raramente é linear, com os avanços a acontecerem por etapas.

Outros rumores foram ouvidos, especialmente por parte da Audi e da Mercedes, cujo discurso sobre as novas unidades motrizes não era o mais otimista. Como tal, os desafios no desenvolvimento desta nova unidade motriz, que vai recorrer mais à energia elétrica, são comuns nos vários projetos.

As novidades

Os motores de F1 para 2026 terão grandes mudanças para maior sustentabilidade, eficiência e competitividade:

  • Potência elétrica triplicada, de 120 kW para 350 kW (470 cv).
  • Combustível 100% sustentável, sem novo carbono fóssil.
  • Redução do consumo de combustível, de 100 kg para 70 kg por GP.
  • Novo sistema “push-to-pass”, substituindo o DRS para mais potência em ultrapassagens.
  • Fim do MGU-H e MGU-K aprimorado para mais potência elétrica.
  • Menos potência no motor a combustão, de 550-560 kW para 400 kW (535 cv).
  • Maior recuperação de energia por volta.

Ainda há um ano de desenvolvimento pela frente e muito se vai descobrir. Os saltos qualitativos nesta fase do desenvolvimento são grandes pelo que qualquer discurso, positivo ou negativo, sobre a performance das novas unidades motrizes. Mesmo que o projeto apresente números interessantes para os seus engenheiros, só uma comparação com o trabalho das outras equipas permitirá entender se o trabalho foi bem-feito ou não.

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2 comentários

  1. [email protected]

    1 Fevereiro, 2025 at 17:34

    Gostaria muito que deixassem a F1 afastada dos motores elétricos. Deixe isso para a Formula E.
    Custos altíssimos de desenvolvimento e perdemos aquele “elan” dos roncos dos motores V10 e V12. Sim, sou saudosista. Assisti minha primeira corrida em 1975.
    Estive em Interlagos, e tivemos uma homenagem, com o Hamilton a guiar o carro de 1991. Estava assistindo ao lado da curva do Café, no começo da reta dos boxes, cerca de 800 m dos boxes. Quando ligaram o Honda V10, escutamos nitidamente o barulho do motor.
    Para ter idéia da diferença, mal escutamos, de onde estávamos, o ronco dos motores na largada do GP, mesmo com os 20 carros.
    Que saudades…
    Até concordo com combustíveis menos poluentes, acho muito bom. Mas ficar tolhendo performance na principal categoria do automobilismo, tendo como base o meio ambiente, não me justifica. Afinal, quanto se polui o planeta com a construção de uma destas baterias destes carros? F1 com motores menores que do meu Golf MK3? E um carro de F1 com tamanho de camiões?
    Portanto, pelo menos a F1 poderia ser poupada disso.

  2. Patucho10

    2 Fevereiro, 2025 at 1:05

    Na minha opinião não acho que seja motivo para alarme, porque ninguém sabe onde está! Todos podem estar a passar pelo mesmo problema, mas como não á comparação com valores ou algo do género torna-se impossível para as equipas perceberem se estão a ter dificuldades ou se estão no caminho certo.
    O Adrian deu uma entrevista e disse que pelo que viu do novo regulamento o motor podia ter uma importância muito importante. Se tiver certo podemos assistir outra vez a um domínio de uma equipa ou equipas que usem o mesmo motor.

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