Damon Hill fez um apelo público ao Governo britânico para ajudar a manter o Grande Prémio da Grã-Bretanha no calendário da Fórmula 1. A realização da prova entrou em risco quando o BRDC, clube organizador da prova e proprietário da pista de Silverstone, revelou numa carta aos sócios do clube que o crescimento dos custos associado à prova pode ser ruinoso para o clube.
Para o antigo campeão de F1, “este é um evento que é muito apreciado pelo público, mas sempre tem sido muito difícil conseguir apoio estatal para ele. Talvez esta seja a altura ideal para olhar para o GP da Grã-Bretanha no contexto do que se passa noutros países e mostrar como somos bons nisto. Com o Brexit, talvez este seja precisamente o tipo de coisas em que devemos investir”.
A mudança, uma vezes temporária e outras vezes permanente, de provas e circuitos clássicos na Europa para a região do sudeste asiático, ou para países como China e Rússia, tem sido feita com apoios direto dos respetivos países ou com empresas ligados ao setor público. Damon Hill, que era presidente do BRDC quando foi feito o novo contrato de 17 anos em 2009, concluiu ainda que “a FIA tem a responsabilidade de ajudar a promover os circuitos financeiramente, mas assim têm sido os circuitos a pagar tudo e não conseguem recuperar o dinheiro”.
Embora Bernie Ecclestone já tenha anunciado que tem dois circuitos em vista para a realização do GP da Grã-Bretanha a partir de 2019, mas tentativas em anos mais recentes de mudança de local não deram resultado, e não há mais nenhum circuito britânico que tenha atualmente capacidade para receber a F1 ou condições financeiras para fazer as obras necessárias.











