Cyril Abiteboul diz que a Renault ainda está a recuperar do arranque na ‘era híbrida’, no que à ‘unidade motriz’ diz respeito. Em 2014, quando os regulamentos mudaram, a Renault não tinha uma equipa na Fórmula 1, mas fornecia motores a quatro equipas: Red Bull, Toro Rosso, Lotus e Caterham. Abiteboul estava na Caterham na altura.
“No início de 2014, foram erros atrás de erros. Eu próprio fui cliente da Renault e posso dizer que eles estavam muito atrasados na compreensão do conceito e do desenvolvimento do motor”, disse Abiteboul à revista holandesa Formule 1. O francês acrescenta que sentia que tinha deixado a Renault – em 2012 – a ‘ir na direção errada’: “Não investimos o suficiente nem contratámos as pessoas certas a tempo. Estávamos tão fixados no motor V8 que simplesmente esquecemos o futuro. Foi um grande erro.”
Cyril Abiteboul regressou em 2015 à Renault, mas não tem sido fácil, especialmente devido à relação que havia com a Red Bull. “Eu entendi as frustrações até certo ponto. Nessa altura, a Red Bull estava habituada ao sucesso, mas isso acabou. Criticar a Renault nos meios de comunicação não resolveu nada. Eventualmente, chegou a um ponto em que não foi apenas uma crítica ao nosso produto, mas também à marca Renault”.










