O Grande Prémio de Las Vegas do próximo mês de novembro vai ficar mais caro do que era esperado, confirmaram os responsáveis da Liberty Media que continuam a acreditar no sucesso da prova naquela cidade norte-americana.
Os detentores dos direitos comerciais da Fórmula 1 asseguram que, apesar do custo maior do que o previsto, o GP de Las Vegas será um sucesso financeiro, recordando o enorme investimento próprio da Liberty Media no evento. São os próprios donos da F1 que promovem a corrida de Las Vegas e por isso têm muito a ganhar ou a perder.
Os planos estão em andamento e a preparação não sofreu qualquer atraso, garantiu Greg Maffei, diretor executivo da Liberty Media em conferência com analistas da Wall Street após a divulgação do relatório de contas do passado trimestre de todo o grupo. E apesar de terem gastado mais dinheiro, esperam que isso seja compensado e tenham lucro com o evento na cidade dos casinos.
“A construção de paddock está agora 85 por cento concluída”, disse Brian Wilding, diretor financeiro da Liberty Media. “Prevemos que as despesas de capital para a corrida de Las Vegas, incluindo a construção do paddock e os custos da pista, sejam de quase 400 milhões de dólares, dos quais, aproximadamente, 155 milhões foram contabilizados na primeira metade do ano”.
O mesmo responsável explicou que o aumento dos custos se deveu ao “ambiente inflacionário” e aos “gastos relacionados ao traçado que alteramos para atender às necessidades dos residentes locais, como minimizar a interrupção dos negócios ao longo da pista”.
“Também investimos na melhoria da segurança e gastamos para garantir a qualidade da experiência dos fãs por meio de mudanças de infraestrutura para melhorar a visibilidade”.
Recentemente, o New York Post deu conta de uma ‘guerra’ entre a Fórmula 1 e os restaurantes, hotéis e casinos que terão visão privilegiada para o circuito citadino, depois dos responsáveis pelo evento terem exigido o pagamento de 1500 dólares por cada lugar dos estabelecimentos e caso não isso não aconteça, serão colocadas barreiras que impossibilitam ver a prova de novembro.












