A Red Bull está bem lançada para vencer, pela primeira vez em muitos anos, o Mundial de Fórmula 1, mas ao mesmo tempo também pode estar a comprometer vários anos de conquistas.
Sendo verdade que a Mercedes, apesar de ter percebido que “tem de dar ao pedal” caso queira recuperar a margem que atualmente a separa da Red Bull, os seus responsáveis estão bastante mais inclinados para colocar o foco todo em 2022, e ‘esquecer’, embora não por completo, este ano.
Neste contexto, o que farão as equipas: total foco em 2022 ou nenhuma das duas quer arriscar perder em 2021?
Se nos lembrarmos do que foi a época de 2013, muito provavelmente os homens da Mercedes têm razão em preferir olhar para 2022.
Conseguirá a Red Bull o melhor de dois mundos?
Trabalhar nem no desenvolvimento do carro de 2022 e ao mesmo tempo manter este ascendente face à Mercedes?
Este será um tema apaixonante para este ano…
A verdade é que temos pela frente a mudança mais revolucionária na regulamentação de chassis de F1 em muitos anos e isso vai logicamente afetar a atual correlação de forças. Ou não…
O trabalho que está a ser atualmente feito não terá implicações só para um temporada, mas pode afetar várias. Veja-se o que sucedeu com a Mercedes em 2014. É verdade que a vantagem da Mercedes foi essencialmente no motor, mas a verdade é que a Red Bull foi muito forte em 2013, e derrotada em toda a linha em 2014.
O que a história ensinou é que a transição de 2013-2014 evidencia o quão importante é iniciar um ciclo de regras de forma competitiva.
A Mercedes não irá ‘desistir’ de tentar ganhar este ano, mas não se espere que se exceda na tentativa de não perder em 2021 o que ganha desde 2014. Até porque a Red Bull também terá que se preocupar muito com 2022…











