Esta regulamentação foi feita a pensar no espetáculo e para evitar era de domínio exacerbado como o que vimos na Mercedes desde 2014 a 2021. Christian Horner não acredita que a Red Bull conseguirá ter sete anos de domínio como os Flechas de Prata e já vê a convergência a acontecer.
A convergência é o que vemos quando a performance das equipas começa a ser igual e as diferenças se dissipam. A tecnologia usada começa a ser equivalente e o espetáculo começa a ser mais interessante, pois as lutas são mais renhidas. Na primeira era turbo-híbrida, a convergência demorou a ser atingida e assim que aconteceu, entrou este conjunto de regulamentos, pensados para que essa convergência aconteça mais rapidamente. Horner acredita que já está a acontecer:
“Uma coisa que sabemos com este desporto é que as coisas vão começar a convergir, já podemos ver isso a acontecer. A coisa mais importante a ter na convergência é a estabilidade e a estabilidade dos regulamentos vai aproximar muito mais todas as equipas. Podemos ver que já está a começar a acontecer, não vão ser mais sete anos de domínio. As unidades motrizes são todas muito semelhantes atualmente e os chassis evoluem muito mais rapidamente do que os motores. Já podemos ver, desde o início da época até agora, que as coisas já estão a convergir.”
A McLaren é o exemplo da convergência, com uma atualização a trazer grandes ganhos, usando a filosofia aplicada pela Red Bull:
“É um conceito muito semelhante” disse Horner. “Eu estava a olhar para o carro na grelha, é a primeira vez que o vemos este ano e podemos ver que a filosofia que eles adotaram é muito semelhante. Escolheram um caminho semelhante. É lisonjeiro, não é? É inevitável que isso aconteça. Porque é que não havia de acontecer? Quando se tem um carro com um desempenho como o nosso, é bastante lógico que se procure imitá-lo, o que algumas equipas escolheram fazer.”
Assim, talvez em 2024 as corridas sejam mais equilibradas. Mas em 2023 a referência é clara.
Foto: Ryan Pierse/Getty Images











