F1: Carros de Hamilton e Leclerc seriam os únicos a verificar em Austin, confirma diretor da FIA

Por a 29 Outubro 2023 15:24

A FIA planeava verificar o desgaste da prancha do fundo de apenas dois carros, o de Lewis Hamilton e Charles Leclerc, após a corrida do Grande Prémio dos EUA, mas como foram verificadas infrações em ambos, decidiram selecionar mais dois monolugares para perceber se era um problema generalizado. 

Após a FIA ter defendido a o processo de verificação em Austin através de uma comunicado emitido a meio desta semana, Tim Goss, Diretor Técnico da entidade federativa, explicou que o desgaste nos dois carros selecionados para as verificações técnicas fez soar os alarmes na FIA, uma vez que é uma infração raramente cometida pelas equipas.

“Selecionamos dois carros para a verificação pós-corrida e realizamos a análise. Isso demora algum tempo. Descobrimos que infringiram os regulamentos e isso causou-nos alguma preocupação”, explicou Tim Goss à Sky. “O que quisemos fazer foi tentar perceber se era um problema generalizado e se tinha algo a ver com as condições da corrida, por isso decidimos selecionar outras duas equipas, outros dois carros, que por acaso foram os de Verstappen e Norris, e verificá-los”. O responsável da FIA sublinhou que “depois de verificado esses dois carros” e sem terem descoberto qualquer infração, consideraram que “estavam todos” dentro da legalidade. 

A dúvida instalou-se quando foram anunciados os resultados e a desclassificação de dois dos quatro carros verificados. Quantos mais podiam cometer esta infração e porque não verificou a FIA ainda mais monolugares? Pelas declarações de Goss, foi o contrário que se passou, dois carros cometerem uma infração rara e isso levou a FIA a investigar o assunto, selecionando dois outros carros. 

O diretor técnico da FIA quis ainda salientar que “não se trata apenas de colocar uma régua ou um medidor de profundidade num buraco e medir a espessura da prancha. Na verdade, temos de desmontar parte do carro e a verificação demora cerca de meia hora. Se tivéssemos duas equipas a fazer isso, estaríamos a falar de cerca de cinco horas de trabalho para verificar todos os carros, após as quais os resultados são comunicados aos comissários. Então, talvez o resultado da corrida pudesse sair seis, sete ou oito horas depois desta ter terminado e não acho que isso seja aceitável para o desporto”, concluiu.

Foto: Philippe NANCHINO/MPSA

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3 comentários

  1. letsme

    29 Outubro, 2023 at 15:41

    “Depois de verificado esses dois carros e sem terem descoberto qualquer infração, consideraram que “estavam todos” dentro da legalidade”.
    A FIA está a precisar de contratar especialistas em estatística.

    • Scirocco

      29 Outubro, 2023 at 18:24

      Não têm nada a ver com estatística mas com simples factor tempo vs capacidade como disse Tim Goss. Uma verificação aleatória existe para ser uma acção de dissuasão, nunca para ser uma ação de verificação a todos caso haja pelo menos 1 que tenha dado problemas. Exactamente como no ciclismo onde aleatoriamente se escolhe 1 participante ou equipa para serem testados. Caso haja problemas não se vai fazer análises a outras equipas. No caso da FIA ainda foram mais longe e verificaram mais 2 que não era necessário segundo o regulamento. Goste-se ou não são essas as regras, e não me parecem incorrectas tendo em vista o factor tempo/capacidade para investigar todo o pelotão.

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